Psicoterapia no transtorno de déficit de atenção/hiperatividade: Automonitoramento e autoavaliação
Ver também
- TDAH – Terapia cognitivo-comportamental
- TDAH/TCC – Técnicas cognitivas
- TDAH/TCC – Técnicas comportamentais
Objetivo
O automonitoramento é considerado um ingrediente fundamental nas terapias cognitivo-comportamentais (TCCs). Ele visa ensinar o paciente com transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (TDAH) a registrar informações importantes que possam estar relacionadas a sentimento, comportamento, reações fisiológicas e/ou pensamentos.
Sobre o uso de planilhas
O automonitoramento deve ser adaptado à idade do paciente. Adultos e adolescentes podem trabalhar com planilhas de monitoramento, confeccionando tabelas semanais com dias da semana e horários. Crianças menores aderem mais a esse tipo de exercício com planilhas que tenham desenhos ou figuras feitas em conjunto com o terapeuta ou um familiar.
No início da terapia, as planilhas de automonitoramento ajudam a mapear a frequência de sintomas. A seguir, elas podem ser usadas para acompanhar a melhora, planejando-se atividades futuras.
A autoavaliação é utilizada para desenvolver a habilidade de “olhar para si mesmo”. Na sessão de TCC, o terapeuta combina o que vai ser avaliado (p. ex., participação, assiduidade, realização dos exercícios), e o paciente e ele atribuem graus ou símbolos para os resultados.
Aplicação a um exemplo clínico
Consideremos o caso de M. (acesse aqui o Exemplo clínico).
- Sessões iniciais: M. tem brigado na escola, mas não sabe dizer a frequência, nem os motivos. O terapeuta e M. combinaram que ele marcará na tabela os dias de briga, anotando os motivos/gatilhos (Figura 1).
- Sessões seguintes: M. registrará os dias em que ele não brigou. Ele escolherá um código de registro – por exemplo, um adesivo, um símbolo ou apenas um X, conforme ilustrado na Figura 2.
FIGURA 1 | Modelo de automonitoramento e autoavaliação de M. em relação ao registro de dias com briga na escola.
FIGURA 2 | Modelo de automonitoramento e autoavaliação de M. em relação ao registro de dias sem briga na escola.
Referência
Conteúdo publicado originalmente em: CORDIOLI, A. V.; GREVET, E. H. (Orgs.). Psicoterapias: abordagens atuais. 4. ed. Porto Alegre: Artmed, 2019. 800 p.
Autores
Katiane Silva
Liseane Carraro Lyszkowski
Luis Augusto Rohde
Eugenio Horacio Grevet