Psicoterapia nas fobias específicas: Evidências de eficácia das terapias comportamentais e cognitivas

Psicoterapia nas fobias específicas: Evidências de eficácia das terapias comportamentais e cognitivas

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Sobre a eficácia

Diversos ensaios clínicos randomizados (ECRs) controlados por placebo ou lista de espera têm demonstrado a eficácia das terapias baseadas em técnicas comportamentais de exposição, associadas ou não a técnicas que não envolvam exposição (relaxamento muscular, controle da respiração, supressão de pensamento e distração), no tratamento dos diversos subtipos de fobia específica.

Os tamanhos de efeito estão entre os maiores encontrados para qualquer intervenção no campo da psiquiatria (número necessário para tratar [NNT] = 2).1

Há poucas evidências de que o acréscimo da terapia cognitiva à terapia de exposição contribua significativamente para sua eficácia. No entanto, ainda existem poucos estudos em relação a esse aspecto.

Moderadores de resposta às modalidades de tratamento das fobias específicas

De acordo com uma metanálise que incluiu 33 ECRs, o único fator que demonstrou moderar a resposta dos sintomas fóbicos às diferentes modalidades terapêuticas foi o número total de sessões, sendo que um maior número de sessões esteve associado a uma melhor resposta.

Tipo de fobia, data da publicação do estudo e grau de envolvimento do terapeuta (exposição virtual vs. exposição in vivo) não pareceram modificar o efeito das diferentes intervenções nos desfechos considerados.1

Referências

Conteúdo publicado originalmente em: CORDIOLI, A. V.; GREVET, E. H. (Orgs.). Psicoterapias: abordagens atuais. 4. ed. Porto Alegre: Artmed, 2019. 800 p.

  1. Wolitzky-Taylor KB, Horowitz JD, Powers MB, Telch MJ. Psychological approaches in the treatment of specific phobias: a meta-analysis. Clin Psychol Rev. 2008;28(6):1021-37.

Autores

Aristides Volpato Cordioli
Cristiano Tschiedel Belem da Silva
Ilana Andretta