Psicoterapia no transtorno de ansiedade generalizada: Avaliação do paciente
Ver também
- Psicoterapia no TAG
- Terapia cognitivo-comportamental (TCC)
- Psicoterapia de orientação analítica (POA)
- Evidências de eficácia das psicoterapias
- Outras intervenções no tratamento do TAG
Na avaliação inicial, deve-se fazer uma investigação apurada das preocupações excessivas (data de início, curso, conteúdo, gravidade, contexto em que aparecem, sintomas físicos associados, prejuízo, etc.), excluir os possíveis diagnósticos diferenciais (p. ex., transtorno de ansiedade social [TAS], transtorno obsessivo-compulsivo [TOC], ansiedade induzida por substância/medicamento ou problemas situacionais que possam estar desencadeando os sintomas) e pesquisar possíveis comorbidades psiquiátricas (p. ex., transtorno depressivo maior, transtorno da personalidade) ou médicas (p. ex., cefaleia, fibromialgia, síndrome do intestino irritável).
Algumas doenças médicas devem ser avaliadas antes do diagnóstico do transtorno de ansiedade generalizada (TAG), como o hipertireoidismo, que pode mimetizar alguns sintomas do transtorno.
Deve-se questionar se o paciente já procurou tratamento anteriormente e qual abordagem terapêutica já realizou (avaliar também a taxa de sucesso dos tratamentos anteriores).
A avaliação do grau de insight e da motivação para psicoterapia do paciente também é de suma importância nessa análise inicial.
Referência
Conteúdo publicado originalmente em: CORDIOLI, A. V.; GREVET, E. H. (Orgs.). Psicoterapias: abordagens atuais. 4. ed. Porto Alegre: Artmed, 2019. 800 p.
Autores
Marianna de Abreu Costa
Carolina Benedetto Gallois
Stefania Pigatto Teche