Psicoterapia no TOC

Psicoterapia no transtorno obsessivo-compulsivo

Introdução

O transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) é caracterizado pela presença de obsessões, compulsões ou ambas, que causam ansiedade ou sofrimento, tomam boa parte do tempo ou causam prejuízo no funcionamento social ou profissional do indivíduo.

O TOC, diferentemente do que se acreditava, é muito comum, com prevalência para toda a vida de 1,1 a 1,8% da população e de 1,2% para o período de 12 meses (5ª edição do Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais [DSM-5]).1

No entanto, um estudo com escolares do ensino médio em nosso meio encontrou prevalência de 3,3%.2

O TOC é considerado um transtorno mental grave, situando-se entre as 10 maiores causas de incapacitação.

Na maioria dos casos, o TOC inicia na infância e, principalmente, na adolescência.

Costuma ser uma doença crônica para a maioria dos pacientes. Entretanto, em um percentual menor, em torno de 10%, é uma condição extremamente grave e incapacitante. A remissão espontânea é rara.

O TOC também costuma produzir grande impacto no funcionamento da família, que, na maioria das vezes, tende a acomodar-se aos sintomas do paciente.

Os familiares, com muita frequência, costumam apoiar o paciente na realização dos rituais ou em seus comportamentos evitativos, ou submeter-se às regras (rígidas) que ele impõe, como não entrar com os sapatos dentro de casa, não sentar em determinada cadeira ou sofá ou não entrar em um cômodo específico da casa.

A terapia cognitivo-comportamental (TCC), na qual estejam incluídos exercícios de exposição e prevenção de respostas ou rituais (EPR), é considerada um dos tratamentos de primeira linha para o TOC, ao lado dos medicamentos antiobsessivos. Introduzida nos anos de 1970, continua sendo, até hoje, a terapia mais efetiva para o transtorno.

Conheça mais sobre transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) e psicoterapia por meio dos links a seguir:

Referências

Conteúdo publicado originalmente em: CORDIOLI, A. V.; GREVET, E. H. (Orgs.). Psicoterapias: abordagens atuais. 4. ed. Porto Alegre: Artmed, 2019. 800 p.

  1. American Psychiatric Association. Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais: DSM-5. 5.ed. Porto Alegre: Artmed; 2013.
  2. Vivan AS, Rodrigues L, Wendt G, Bicca, MG, Braga DT, Cordioli AV. Obsessive-compulsive symptoms and obsessive-compulsive disorder in adolescents: a population-based study. Rev Bras Psiquiatr. 2014;36(2):111-8.

Autores

Aristides Volpato Cordioli
Analise de Souza Vivan
Daniela Tusi Braga