Ácido valproico > Prescrição

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Apresentações comerciais

Ácido valproico/divalproato de sódio/valproato de sódio

Ácido valproico (Biolab)

  • Caixas com 25 cápsulas de 250 mg de AVP.
  • Caixas com 25 ou 50 cápsulas de 500 mg de AVP.

Depakene (Abbott)

  • Caixas com 25 ou 50 cápsulas de 250 mg de AVP.
  • Caixas com 25 comprimidos revestidos de 300 mg de liberação entérica de AVP.
  • Caixas com 25 ou 50 comprimidos revestidos de 500 mg de liberação entérica de AVP.
  • Frasco com 100 mL de xarope de 50 mg/mL de valproato de sódio.

Depakote (Abbott)

  • Caixas com 30 comprimidos revestidos de 250 mg de divalproato de sódio.
  • Caixas com 30 comprimidos revestidos de 500 mg de divalproato de sódio.

Depakote ER (Abbott)

  • Caixas com 6, 30 ou 60 comprimidos revestidos de liberação prolongada de 250 mg de divalproato de sódio.
  • Caixas com 6, 30 ou 60 comprimidos revestidos de liberação prolongada de 500 mg de divalproato de sódio.

Depakote Sprinkle (Abbott)

  • Caixas com 10, 30 ou 60 cápsulas gel de 125 mg de divalproato de sódio.

Devaly LP (Sun Farmacêutica)

  • Caixas com 6, 10, 30, 60 ou 90 comprimidos revestidos de liberação prolongada de 250 mg de divalproato de sódio.
  • Caixas com 6, 10, 30, 60 ou 90 comprimidos revestidos de liberação prolongada de 500 mg de divalproato de sódio.

Divalcon ER (Abbott)

  • Caixas com 6, 10, 30, 60 ou 90 comprimidos revestidos de liberação prolongada de 250 mg de divalproato de sódio.
  • Caixas com 6, 10, 20, 30, 60 ou 90 comprimidos revestidos de liberação prolongada de 500 mg de divalproato de sódio.

Divalproato de sódio (EMS, Germed, Legrand, Nova Química)

  • Caixas com 10, 20, 30 ou 60 comprimidos revestidos de 250 mg de divalproato de sódio.
  • Caixas com 10, 20, 30 ou 60 comprimidos revestidos de 500 mg de divalproato de sódio.

Divalproato de sódio (Ranbaxy, Sun Farmacêutica)

  • Caixas com 6, 30 ou 60 comprimidos revestidos de liberação prolongada de 250 mg de divalproato de sódio.
  • Caixas com 6, 30 ou 60 comprimidos revestidos de liberação prolongada de 500 mg de divalproato de sódio.

Divalproato de sódio (Zydus)

  • Caixas com 20 comprimidos revestidos de 250 mg de divalproato de sódio.
  • Caixas com 20 comprimidos revestidos de 500 mg de divalproato de sódio.

Divalproato de sódio ER (Abbott)

  • Caixas com 30 comprimidos revestidos de liberação prolongada de 250 mg de divalproato de sódio.
  • Caixas com 30 comprimidos revestidos de liberação prolongada de 500 mg de divalproato de sódio.

Diztabex (Nova Química)

  • Caixas com 10, 20, 30 ou 60 comprimidos revestidos de 250 mg de divalproato de sódio.
  • Caixas com 10, 20, 30 ou 60 comprimidos revestidos de 500 mg de divalproato de sódio.

Epilenil (Biolab Sanus)

  • Caixas com 25 cápsulas de 250 mg de AVP.
  • Caixas com 25 ou 50 comprimidos revestidos de 500 mg de AVP.

Lavie (Prati Donaduzzi)

  • Caixas com 25, 30 ou 60 comprimidos revestidos de 300 mg de liberação entérica de AVP.
  • Caixas com 30, 50 ou 60 comprimidos revestidos de 500 mg de liberação entérica de AVP.
  • Frasco com 100 mL de xarope de 50 mg/mL de valproato de sódio.

Torval CR (Torrent)

  • Caixas com 10, 30 ou 60 comprimidos revestidos de 300 mg.
  • Caixas com 10, 30 ou 60 comprimidos revestidos de 500 mg.

Valpi (Ache)

  • Caixas com 10 ou 30 comprimidos revestidos de liberação prolongada de 500 mg de divalproato de sódio.

Valproato de sódio (Biolab, EMS, Germed, Prati Donaduzzi, Teuto)

  • Frasco com 100 mL de xarope de 50 mg/mL de valproato de sódio.

Vodsso (Abbott)

  • Caixas com 25 ou 50 cápsulas de 250 mg de AVP.
  • Caixas com 25 comprimidos revestidos de 300 mg de liberação entérica de AVP.
  • Caixas com 25 ou 50 comprimidos revestidos de 500 mg de liberação entérica de AVP.
  • Frasco com 100 mL de xarope de 50 mg/mL de valproato de sódio.

Zyvalprex (Zydus)

  • Caixas com 20 comprimidos revestidos de 250 mg de divalproato de sódio.
  • Caixas com 20 comprimidos revestidos de 500 mg de divalproato de sódio.

Modo de usar

A administração deve ser iniciada lentamente para minimizar os efeitos colaterais. Pode-se iniciar com 250 mg, 1 vez ao dia, de preferência com uma refeição. A dose deve ser aumentada gradualmente até o total de 750 mg/dia, dividida em 3 tomadas diárias. Aumenta-se 250 mg a cada 2 dias desde que os efeitos colaterais, como náuseas, vômitos e sedação, permitam. Teoricamente, a dose máxima é de 1.800 mg/dia; no entanto, alguns pacientes podem necessitar de até 3 g/dia para atingir concentrações terapêuticas. Portanto, a dose máxima depende da tolerância do paciente a quantidades maiores da substância e de sua resposta clínica. No entanto, não se deve ultrapassar o limite de 60 mg/kg de peso. Para pacientes que não toleram grandes quantidades desse medicamento, a medida inicial mais adequada é reduzir a dose, se possível, ou trocar a forma de AVP para valproato de sódio ou divalproato de sódio. Quando utilizada a formulação de liberação prolongada, a dose inicial pode ser maior (500 mg/dia), administrada 1 vez ao dia.

Tempo para início de ação

Os efeitos antimaníacos ocorrem de 1 a 4 dias após o alcance das concentrações séricas terapêuticas. Costumam-se observar melhoras relevantes geralmente em torno de 21 dias após o início do tratamento. A manutenção deve ser feita com doses idênticas às usadas na fase aguda do episódio maníaco, e, dessa forma, as mesmas concentrações séricas devem ser mantidas. Ao suspender o tratamento, a retirada deve ser gradual, quando possível, ao longo de 30 dias, para evitar sintomas de retirada ou o surgimento de um quadro epilético que estava sendo controlado pelo valproato.

Variação usual da dose

Entre 750 mg e 1.800 mg. Para epilepsia, podem ser necessárias doses maiores.

Modo de suspender

A redução gradual da dose é recomendada; entretanto, se estiver em uma situação clínica grave, pode ser necessária a retirada imediata.

Indicações

Evidências CONSISTENTES de eficácia

  • Episódio maníaco agudo.1,2

Evidências INCOMPLETAS de eficácia

  • Profilaxia de episódios depressivos/maníacos.3
  • Episódio depressivo do TB.4
  • Episódio misto.5
  • Episódios de TB e comorbidade com transtorno por abuso de substâncias.6
  • TB na infância e na adolescência.7
  • Mania associada a outra condição médica.9
  • Cicladores rápidos.9,10
  • Ciclotimia.9
  • TB em comorbidade com TP.11
  • Transtorno da conduta.
  • Transtorno da personalidade borderline.
  • Irritabilidade em crianças e adolescentes com TEA.
  • Agressividade em crianças e adolescentes com TDAH refratário à monoterapia com estimulante.
  • Agitação em pacientes com transtornos neurocognitivos (baixas doses).

Contraindicações

Absolutas

  • Insuficiência hepática grave.
  • Hipersensibilidade ao fármaco.
  • Doenças do ciclo da ureia.
  • Gravidez (é teratogênico).

Relativas

  • Hepatopatia leve.

Precauções e dicas

  1. Aumentos leves nas transaminases: não há necessidade de suspender o AVP.
  2. Aumentos consideráveis nas transaminases (3 vezes os valores iniciais): suspender temporariamente. Se houver normalização e o paciente responder ao tratamento, fazer nova tentativa.
  3. Lembrar que os efeitos colaterais mais comuns (gastrintestinais) desaparecem depois das primeiras semanas de uso.
  4. Suspender o fármaco caso haja suspeita de gravidez ou desejo de engravidar.
  5. Doses altas podem ser letais: tomar cuidado em caso de paciente com RS.
  6. Evitar o uso de álcool: há potencialização do efeito depressor do SNC.
  7. Orientar o paciente quanto aos riscos de hepatotoxicidade, mantendo-se alerta aos possíveis sintomas de colúria, fadiga, anorexia, náuseas, vômitos e icterícia.
  8. Instruir o paciente quanto aos riscos de pancreatite, mantendo-se alerta aos possíveis sintomas de dor abdominal, náuseas, vômitos e diminuição do apetite.
  9. Explicar ao paciente que hepatotoxicidade e pancreatite podem ocorrer a qualquer tempo durante o tratamento. Assim, ele deve procurar imediatamente um serviço de atendimento médico na suspeita de qualquer uma dessas situações, além de suspender o medicamento.
  10. Verificar plaquetas e provas de coagulação antes de procedimentos cirúrgicos.
  11. Administrar com a alimentação e utilizar preparações de liberação entérica (valproato ou divalproato de sódio) para diminuir os efeitos colaterais (náuseas, irritação gástrica).
  12. Realizar periodicamente os exames laboratoriais recomendados (hemograma, plaquetas, provas de função hepática) nos 6 primeiros meses, sobretudo em pacientes com algum comprometimento hepático. Após esse período, realizar exames ao menos 1 vez por semestre. Ao menos 1 vez por ano, realizar exame de colesterol e triglicerídeos.
  13. Mulheres sob uso de valproato apresentam maior risco de desenvolver SOP. Portanto, é importante que o clínico esteja atento ao desenvolvimento dos sintomas associados a essa condição: irregularidades menstruais (amenorreia, oligomenorreia, hemorragia uterina disfuncional), sinais e sintomas de hiperandrogenismo (hirsutismo, acne, alopecia, acantose nigricans), cistos múltiplos e diminutos no ovário (na imagem de ultrassonografia abdominal ou transvaginal), obesidade e infertilidade. Na suspeita de SOP, o clínico deve buscar aconselhamento com um ginecologista. Confirmado o diagnóstico, é necessário pesar a relação custo-benefício na decisão de manter ou não o uso do medicamento, discutindo tal situação com a paciente e, sempre que possível, com a equipe multiprofissional (ginecologista, endocrinologista, etc.).
  14. Tendo em vista que alguns estudos sugerem um pequeno aumento no risco de comportamento/pensamentos suicidas em pacientes que utilizam anticonvulsivantes, pacientes utilizando AVP devem ser monitorados quanto ao RS durante o tratamento, especialmente no início.12
  15. No caso de mulher em idade fértil, assegurar o uso de um método anticoncepcional confiável durante todo o tratamento e usar a menor dose que controle os sintomas.13,14

Referências

Conteúdo originalmente publicado em Cordioli AV; Gallois CB; Passos IC. Psicofármacos: consulta rápida. 6. ed. Porto Alegre: Artmed; 2023.

  1. Bowden CL, Swann AC, Calabrese JR, Rubenfaer LM, Wozniak PJ, Collins MA, et al. A randomized, placebo-controlled, multicenter study of divalproex sodium extended release in the treatment of acute mania. J Clin Psychiatry. 2006;67(10):1501-10. PMID [17107240]
  2. Macritchie K, Geddes JR, Scott J, Haslam D, Lima M, Goodwin G. Valproate for acute mood episodes in bipolar disorder. Cochrane Database Syst Rev. 2003(1):CD004052. PMID [12535506]
  3. Bowden CL, Calabrese JR, McElroy SL, Gyulai L, Wassef A, Petty HG Jr, et al. A randomized, placebo-controlled 12-month trial of divalproex and lithium in treatment of outpatients with bipolar I disorder: Divalproex Maintenance Study Group. Arch Gen Psychiatry. 2000;57(5):481-9. PMID [10807488]
  4. Bond DJ, Lam RW, Yatham LN. Divalproex sodium versus placebo in the treatment of acute bipolar depression: a systematic review and meta-analysis. J Affect Disord. 2010;124(3):228-34. PMID [20044142]
  5. Bowden CL, Mosolov S, Hranov L, Chen E, Habil H, Kongsakon R, et al. Efficacy of valproate versus lithium in mania or mixed mania: a randomized, open 12-week trial. Int Clin Psychopharmacol. 2010;25(2):60-7. PMID [20101186]
  6. Hertzman M. Divalproex sodium to treat concomitant substance abuse and mood disorders. J Subst Abuse Treat. 2000;18(4):371-2. PMID [10812311]
  7. Kowatch RA, Suppes T, Carmody TJ, Bucci JP, Hume JH, Kromelis M, et al. Effect size of lithium, divalproex sodium, and carbamazepine in children and adolescents with bipolar disorder. J Am Acad Child Adolesc Psychiatry. 2000;39(6):713-20. PMID [10846305]
  8. Kahn D, Stevenson E, Douglas CJ. Effect of sodium valproate in three patients with organic brain syndromes. Am J Psychiatry. 1988;145(8):1010-1. PMID [3394852]
  9. Jacobsen FM. Low-dose valproate: a new treatment for cyclothymia, mild rapid cycling disorders, and premenstrual syndrome. J Clin Psychiatry. 1993;54(6):229-34. PMID [83311092]
  10. Baetz M, Bowen RC. Efficacy of divalproex sodium in patients with panic disorder and mood instability who have not responded to conventional therapy. Can J Psychiatry. 1998;43(1):73-7. PMID [9494751]
  11. Calabrese JR, Shelton MD, Rapport DJ, Youngstrom EA, Jackson K, Bilali S, et al. A 20-month, double-blind, maintenance trial of lithium versus divalproex in rapid-cycling bipolar disorder. Am J Psychiatry. 2005;162(11):2152-61. PMID [16263857]

Organizadores

Aristides Volpato Cordioli

Carolina Benedetto Gallois

Ives Cavalcante Passos

Autores

Luísa Weber Bisol