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Exames prévios ao uso
Devido ao risco de prolongamento do intervalo QTc e arritmia, o ECG deve ser solicitado previamente e após se atingir a dosagem terapêutica. O ECG é especialmente importante sempre que houver necessidade de usar altas doses, em idosos, em pessoas com suspeita de doença cardíaca e em crianças. Devido ao risco de efeitos adversos metabólicos, aferir o peso e solicitar glicemia de jejum e perfil lipídico regularmente. Em pacientes com risco de desequilíbrio eletrolítico, monitorar também dosagem de eletrólitos.
Exames de acompanhamento
A concentração plasmática considerada terapêutica está entre 200 e 250 ng/mL, embora efeitos favoráveis ocorram, em geral, com concentrações séricas entre 100 e 250 ng/mL.
As dosagens devem ser feitas de 10 a 14 horas após a última dose. O paciente deve estar em dose estável pelo menos há 5 dias. Concentrações acima de 500 ng/mL representam risco de cardiotoxicidade ou podem revelar um paciente com metabolização lenta.
O monitoramento da concentração plasmática dos ADTs deve ser feito:
- Sempre que a resposta terapêutica não tenha sido adequada.
- Quando há suspeita de que o paciente não esteja tomando o medicamento.
- Em crianças e idosos.
- Em pacientes com doenças físicas.
- Quando ocorrem reações adversas graves e persistentes ou efeitos colaterais indesejáveis (possibilidade de um metabolizador lento).
- Em casos de overdose.
Referência
Conteúdo originalmente publicado em Cordioli AV; Gallois CB; Passos IC. Psicofármacos: consulta rápida. 6. ed. Porto Alegre: Artmed; 2023.
Organizadores
Aristides Volpato Cordioli
Carolina Benedetto Gallois
Ives Cavalcante Passos
Autores
Marcelo Basso de Souza