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Gravidez
Não foram conduzidos estudos controlados em gestantes. Há risco de movimentos musculares anormais e sintomas de abstinência em recém-nascidos cujas mães tomaram um AP durante o terceiro trimestre. Os sintomas podem incluir agitação, tônus muscular anormalmente aumentado ou diminuído, tremor, sonolência, dificuldade intensa para respirar e dificuldade de alimentação. Os sintomas psicóticos podem piorar durante a gravidez, com a eventual necessidade de alguma forma de tratamento. A asenapina pode ser preferível a anticonvulsivantes estabilizadores do humor se for necessário tratamento durante a gravidez.
Lactação
Não há informações disponíveis sobre o uso de asenapina durante a amamentação. No entanto, um fármaco alternativo pode ser preferido, sobretudo durante a amamentação de um recém-nascido ou prematuro. É desconhecido se a asenapina é secretada no leite materno, mas presume-se que todos os psicotrópicos o sejam. Bebês de mulheres que optam por amamentar enquanto usam asenapina devem ser monitorados para possíveis efeitos adversos.
Crianças
É aprovada para tratar episódios maníacos e episódios com características mistas de TB tipo I em crianças com mais de 10 anos. Crianças e adolescentes que usam asenapina podem precisar ser monitorados com mais frequência do que adultos.
Idosos
Alguns pacientes podem tolerar melhor doses mais baixas. Deve ser usada com cautela pelo risco de hipotensão ortostática, o que pode aumentar o risco de queda. Embora APs atípicos sejam comumente usados para transtornos comportamentais em demência, nenhum agente foi aprovado para tratamento de pacientes idosos com psicose relacionada à demência. Pacientes idosos com psicose relacionada à demência tratados com APs atípicos têm risco aumentado de morte em comparação ao placebo e risco aumentado de eventos cerebrovasculares.
Insuficiência hepática
Não é necessário ajuste de dose em pacientes com comprometimento hepático leve (classe A de Child-Pugh) ou moderado (classe B de Child-Pugh). Em pacientes com comprometimento hepático grave (classe C de Child-Pugh), foi observado um aumento de 7 vezes na exposição à asenapina, portanto, seu uso não é recomendado.1
Insuficiência renal
Não é necessário ajuste de dose em pacientes com comprometimento renal. Não existe experiência na utilização de asenapina em pacientes com comprometimento renal com depuração de creatinina inferior a 15 mL/min.1
Insuficiência cardíaca
A substância deve ser usada com cautela nessa população em razão do risco de hipotensão ortostática.
Referências
Conteúdo originalmente publicado em Cordioli AV; Gallois CB; Passos IC. Psicofármacos: consulta rápida. 6. ed. Porto Alegre: Artmed; 2023.
- Peeters P, Bockbrader H, Spaans E, Dogterom P, Lasseter K, Marbury T, et al. Asenapine pharmacokinetics in hepatic and renal impairment. Clin Pharmacokinet. 2011;50(7):471-81. PMID [21651314]
Organizadores
Aristides Volpato Cordioli
Carolina Benedetto Gallois
Ives Cavalcante Passos
Autores
Ives Cavalcante Passos