Desvenlafaxina > Prescrição

Ver também

Apresentações comerciais

Andes (Supera)

  • Caixas com 7, 10, 14, 15, 20, 28, 30, 56, 60 ou 90 comprimidos de liberação prolongada de 50 mg.
  • Caixas com 7, 10, 14, 15, 20, 28, 30, 56, 60 ou 90 comprimidos de liberação prolongada de 100 mg.

Aviv (Cosmed)

  • Caixas com 7, 14, 15, 28, 30, 60 ou 90 comprimidos de liberação prolongada de 50 mg.
  • Caixas com 7, 14, 15, 28, 30, 60 ou 90 comprimidos de liberação prolongada de 100 mg.

Dalilah (Sun Farmacêutica)

  • Caixas com 7, 15 ou 30 comprimidos de liberação prolongada de 50 mg.
  • Caixas com 7, 15, 30 ou 60 comprimidos de liberação prolongada de 100 mg.

Delagrand (Legrand)

  • Caixas com 10, 15, 20, 30, 60, 100* ou 200* comprimidos de liberação prolongada de 50 mg.
  • Caixas com 10, 15, 20, 30, 60, 100* ou 200* comprimidos de liberação prolongada de 100 mg.

Deller (Aché)

  • Caixas com 7, 15 ou 30 comprimidos de liberação prolongada de 50 mg.
  • Caixas com 7, 15, 30 ou 60 comprimidos de liberação prolongada de 100 mg.

Desduo (Torrent)

  • Caixas com 10, 30 ou 60 comprimidos de liberação prolongada de 50 mg.
  • Caixas com 10, 30 ou 60 comprimidos de liberação prolongada de 100 mg.

Destyc (Ephar)

  • Caixas com 28 comprimidos de liberação prolongada de 50 mg.
  • Caixas com 28 comprimidos de liberação prolongada de 100 mg.

Desve (Eurofarma)

  • Caixas com 7, 10, 14, 15, 20, 28, 30, 56, 60 ou 90 comprimidos de liberação prolongada de 50 mg.
  • Caixas com 7, 10, 14, 15, 20, 28, 30, 56, 60 ou 90 comprimidos de liberação prolongada de 100 mg.

Desventag (Aché)

  • Caixas com 7, 15 ou 30 comprimidos de liberação prolongada de 50 mg.
  • Caixas com 7, 15, 30 ou 60 comprimidos de liberação prolongada de 100 mg.

Elifore (Pfizer)

  • Caixas com 7, 14, 15, 28 ou 30 comprimidos de liberação prolongada de 50 mg.
  • Caixas com 7, 14, 15, 28 ou 30 comprimidos de liberação prolongada de 100 mg.

Imense (EMS)

  • Caixas com 10, 15, 20, 30, 60, 100* ou 200* comprimidos de liberação prolongada de 50 mg.
  • Caixas com 10, 15, 20, 30, 60, 100* ou 200* comprimidos de liberação prolongada de 100 mg.

Pristiq (Pfizer)

  • Caixas com 7, 14, 15, 28 ou 30 comprimidos de liberação prolongada de 50 mg.
  • Caixas com 7, 14, 15, 28 ou 30 comprimidos de liberação prolongada de 100 mg.

Rytmise (Germed)

  • Caixas com 10, 15, 20, 30, 60, 100* ou 200* comprimidos de liberação prolongada de 50 mg.
  • Caixas com 10, 15, 20, 30, 60, 100* ou 200* comprimidos de liberação prolongada de 100 mg.

Succinato de desvenlafaxina (EMS, Germed, Legrand, Nova Química)

  • Caixas com 10, 15, 20, 30, 60, 100* ou 200* comprimidos de liberação prolongada de 50 mg.
  • Caixas com 10, 15, 20, 30, 60, 100* ou 200* comprimidos de liberação prolongada de 100 mg.

Succinato de desvenlafaxina (Aché)

  • Caixas com 7, 15 ou 30 comprimidos de liberação prolongada de 50 mg.
  • Caixas com 7, 15, 30 ou 60 comprimidos de liberação prolongada de 100 mg.

Succinato de desvenlafaxina (Eurofarma)

  • Caixas com 7, 10, 14, 15, 20, 28, 30, 56, 60 ou 90 comprimidos de liberação prolongada de 50 mg.
  • Caixas com 7, 10, 14, 15, 20, 28, 30, 56, 60 ou 90 comprimidos de liberação prolongada de 100 mg.

*Embalagem hospitalar.

Modo de usar

A desvenlafaxina é usada no tratamento do TDM, no qual a dose terapêutica inicial recomendada é de 50 mg/dia, administrada 1 vez ao dia, com ou sem alimentos. A administração com alimento não tem impacto significativo sobre a absorção do fármaco. Doses maiores de 100 mg/dia podem ser necessárias quando a medicação é coadministrada com indutores de CYP3A4.

Em estudos clínicos, foram utilizadas doses de 50 a 400 mg/dia; entretanto, a dose máxima não deve exceder 200 mg/dia.1 Não houve benefícios adicionais significativos com doses superiores a 100 mg/dia, mas taxas mais elevadas de eventos adversos e de síndrome de descontinuação (no entanto, menores do que com a venlafaxina). Contudo, ressalta-se que, individualmente, a dose de 200 mg/dia pode ser eficaz.2

Não é necessária titulação para alcançar efeito terapêutico. Se forem indicados aumentos de dose, eles devem ocorrer gradualmente e a intervalos não inferiores a 7 dias,3 com base na clínica.

Tempo para início de ação

O efeito terapêutico não é imediato, com início em 2 a 4 semanas de uso.

Variação usual da dose

  • TDM em crianças: 10 a 100 mg/dia.4
  • TDM em adolescentes: 25 a 200 mg/dia.4

Modo de suspender

Para minimizar os sintomas de descontinuação (alterações sensoriais, ansiedade, cefaleia, despersonalização, diarreia, disestesia, insônia, inapetência, inquietação, irritabilidade, náusea, parestesias, sudorese, tontura e xerostomia),5 a recomendação é a redução gradual da dose. A síndrome de descontinuação não é perigosa em si, mas é desconfortável ao paciente, e sua ocorrência é menor do que nos usuários de venlafaxina. A redução de 25% da dosagem, a cada semana, é a indicação para evitá-la.

Indicações

Evidências CONSISTENTES de eficácia

  • TDM.
  • Sintomas vasomotores (calorões) associados à menopausa.5,6

Evidências INCOMPLETAS de eficácia

  • Sintomas de ansiedade, somáticos e/ou dolorosos associados ao TDM.7
  • TDM em mulheres em perimenopausa e pós-menopausa.6
  • Dor neuropática.8
  • Fibromialgia.
  • TAG.
  • Transtorno disfórico pré-menstrual.

Contraindicações

Absolutas

  • Hipersensibilidade a succinato de desvenlafaxina monoidratado, cloridrato de venlafaxina ou qualquer excipiente da formulação.
  • Uso concomitante ou nos últimos 14 dias de IMAOs (deve-se esperar no mínimo 7 dias após a interrupção da desvenlafaxina para iniciar um IMAO).

Precauções e dicas

  1. Todos os pacientes tratados com desvenlafaxina devem ser monitorados e observados quanto ao risco de comportamento suicida.
  2. O desenvolvimento de síndrome serotonérgica potencialmente fatal pode ocorrer durante o tratamento com a desvenlafaxina, se em uso concomitante com outros medicamentos serotonérgicos (p. ex., ISRSs, IRSNs, triptanos e opioides serotonérgicos – metadona, fentanil e tramadol) e agentes que prejudicam o metabolismo da serotonina (p. ex., os IMAOs).9
  3. Midríase foi relatada em associação ao uso de desvenlafaxina. Portanto, pacientes com pressão intraocular aumentada ou aqueles em risco de GAF devem ser monitorados.
  4. Aumentos na PA foram observados em alguns pacientes com doses maiores de 100 mg/dia. Tal efeito adverso é menos frequente em comparação à venlafaxina.
  5. Como os demais ADs, a desvenlafaxina deve ser usada com cautela em pacientes com história própria ou familiar de mania ou hipomania associadas a TB.
  6. Os pacientes devem ser informados sobre o risco de sangramento associado ao uso concomitante de desvenlafaxina e medicamentos que afetam a coagulação (aspirina, antiplaquetários e anticoagulantes). Ela deve ser usada com cautela nesses casos e em pacientes predispostos a sangramento.8
  7. Orientar o paciente a não mastigar as pílulas de liberação lenta.
  8. A maioria dos efeitos colaterais ocorre na 1ª semana de uso, geralmente com resolução espontânea.
  9. Por seu baixo potencial de interações medicamentosas, é uma boa alternativa em pacientes com TDM e em uso de múltiplas medicações, incluindo opioides e tamoxifeno.7,9

Referências

Conteúdo originalmente publicado em Cordioli AV; Gallois CB; Passos IC. Psicofármacos: consulta rápida. 6. ed. Porto Alegre: Artmed; 2023.

  1. Carrasco JL, Kornstein SG, McIntyre RS, Fayyad R, Prieto R, Salas M, et al. An integrated analysis of the efficacy and safety of Desvenlafaxine in the treatment of major depressive disorder. Int Clin Psychopharmacol. 2016;31(3):136-46. PMID [26895080]
  2. Laoutidis ZG, Kioulos KT. Desvenlafaxine for the acute treatment of depression: a systematic review and meta-analysis. Pharmacopsychiatry. 2015;48(6):187-99. PMID [26205685]
  3. Yang LPH, Plosker GL. Desvenlafaxine extended release. CNS Drugs. 2008;22(12):1061-9. PMID [18998743]
  4. Atkinson S, Thurman L, Ramaker S, Buckley G, Jones SR, England R, et al. Safety, tolerability, and efficacy of desvenlafaxine in children and adolescents with major depressive disorder: results from two open-label extension trials. CNS Spectr. 2019;24(5):496-506. PMID [30419989]
  5. Berhan Y, Berhan A. Is desvenlafaxine effective and safe in the treatment of menopausal vasomotor symptoms? A meta-analysis and meta-regression of randomized double-blind controlled studies. Ethiop J Health Sci. 2014;24(3):209-18. PMID [25183927]
  6. Kornstein SG, Clayton AH, Bao W, Guico-Pabia CJ. A pooled analysis of the efficacy of desvenlafaxine for the treatment of major depressive disorder in perimenopausal and postmenopausal women. J Womens Health. 2015;24(4):281-90. PMID [25860107]
  7. Alcántara-Montero A. Desvenlafaxina y dolor neuropático: beneficios clínicos adicionales de un inhibidor de la recaptación de serotonina-noradrenalina de segunda generación. Rev Neurol. 2017;64(5):219-26. PMID [28229443]
  8. Allen R, Sharma U, Barlas S. Clinical experience with desvenlafaxine in treatment of pain associated with diabetic peripheral neuropathy. J Pain Res. 2014;7:339-51. PMID [25018648]
  9. Low Y, Setia S, Lima G. Drug-drug interactions involving antidepressants: Focus on desvenlafaxine. Neuropsychiatric Dis Treat. 2018;14:567-80. PMID [29497300]

Organizadores

Aristides Volpato Cordioli

Carolina Benedetto Gallois

Ives Cavalcante Passos

Autores

Alexandre Annes Henriques