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Sintomas
A overdose é de baixo risco, quando não houver outras medicações associadas. A maior frequência é de sintomas de depressão do SNC, acidose, convulsão, vômito, hipertensão, bradicardia, taquicardia, alteração do QT, bloqueio de ramo, rabdomiólise e coma.
Manejo
Não há um antídoto específico para a desvenlafaxina. O tratamento envolve medidas gerais, como garantia da permeabilidade das vias aéreas com oxigenação e ventilação adequadas, bem como monitoramento do ritmo cardíaco. Lavagem gástrica com uma sonda orogástrica de grosso calibre com proteção adequada das vias aéreas, se necessária, deve ser realizada logo após a ingestão. Carvão ativado deve ser administrado. A indução de vômito não é recomendada. Devido ao volume moderado de distribuição desse medicamento, é improvável que diurese forçada, diálise, hemoperfusão e exsanguinotransfusão sejam benéficas.
Referência
Conteúdo originalmente publicado em Cordioli AV; Gallois CB; Passos IC. Psicofármacos: consulta rápida. 6. ed. Porto Alegre: Artmed; 2023.
Organizadores
Aristides Volpato Cordioli
Carolina Benedetto Gallois
Ives Cavalcante Passos
Autores
Alexandre Annes Henriques