Ver também
- Farmacocinética e farmacodinâmica
- Reações adversas
- Intoxicação
- Populações especiais
- Laboratório
- Imagens (clordiazepóxido + amitriptilina)
Apresentações comerciais
Limbitrol (Bausch Lomb)
- Caixas com 20 cápsulas de 5 mg de clordiazepóxido + 12,5 mg de amitriptilina.
Psicosedin (Cosmed)*
- Caixas com 20 comprimidos de 10 mg.
- Caixas com 20 comprimidos de 25 mg.
*Registro caduco/cancelado na Anvisa em 10/2016.
Modo de usar
- Ansiedade leve a moderada: 15 a 40 mg/dia, divididos em 3 a 4 doses.
- Ansiedade grave: 60 a 100 mg/dia, divididos em 3 a 4 doses.
- Abstinência ao álcool: para o tratamento da síndrome de abstinência de álcool, é prescrita a dose inicial de até 25 mg, de 2 em 2 horas, se acordado, suspendendo-se as doses nos horários em que o paciente estiver sedado. Após as primeiras 24 horas, nas quais foi definida a dose total recebida em 1 dia, pode-se iniciar a retirada gradual de 10% do total a cada dia até o término do período de desintoxicação, que, em geral, dura em torno de 7 a 10 dias.
- Insônia: 10 a 30 mg à noite.
Obs.: 25 mg de clordiazepóxido equivalem a aproximadamente 10 mg de diazepam.
Tempo para início de ação
45 minutos.
Variação usual da dose
15 a 100 mg/dia.
Modo de suspender
Reduzir cerca de 10% da dose utilizada a cada 1 a 2 semanas, até a suspensão.
Indicações
Evidências CONSISTENTES de eficácia
- Transtorno de abstinência de álcool.1,2
- Transtorno de abstinência de BZDs.2
Evidências INCOMPLETAS de eficácia
- Sintomas de ansiedade.
- Transtornos de ansiedade.
- Ansiedade pré-operatória.
- Catatonia.
Contraindicações
- Adição.
- Doença hepática ou renal grave.
- Estados comatosos ou depressão importante do SNC.
- Glaucoma de ângulo fechado.
- Hipersensibilidade aos BZDs.
- Insuficiência respiratória ou DPOC.
- Miastenia grave.
Precauções e dicas
- Alertar o paciente para ter cuidado ao dirigir veículos ou operar máquinas perigosas, pois seus reflexos e a atenção ficam diminuídos.
- Evitar o uso concomitante de bebidas alcoólicas, pois podem ocorrer hipotensão, diminuição da atenção, do nível de consciência, dos reflexos e da frequência respiratória. Também deve-se ter cautela com a associação a outras substâncias que potencializem o efeito sedativo (p. ex., barbitúricos).
- Alcoolistas, pessoas com TUS e com transtornos da personalidade graves costumam abusar de BZDs. Evitar prescrevê-los a esses pacientes além do período de desintoxicação (alcoolistas).
- O uso deve ser, sempre que possível, breve e intermitente, suspendendo-se o medicamento assim que houver alívio dos sintomas.
- Após o uso crônico, retirar lentamente (3 meses), para evitar síndrome de abstinência (semelhante à abstinência que ocorre com o diazepam).
- Deve-se utilizar com cuidado em pacientes com IR e insuficiência hepática.2
- Há relatos de caso isolados relativos à piora do quadro de porfiria em pacientes que utilizaram clordiazepóxido. Dessa forma, recomenda-se cautela ao prescrever o medicamento a esses pacientes.
Referências
Conteúdo originalmente publicado em Cordioli AV; Gallois CB; Passos IC. Psicofármacos: consulta rápida. 6. ed. Porto Alegre: Artmed; 2023.
- Radoucothomas S, Garcin F, Guay D, Marquis PA, Chabot F, Huot J, et al. Double blind study on the efficacy and safety of tetrabamate and chlordiazepoxide in the treatment of the acute alcohol withdrawal syndrome. Prog Neuropsychopharmacol Biol Psychiatry. 1989;13(1-2):55-75. PMID [2664886]
- Taylor DM, Barnes TRE, Young AH. The Maudsley prescribing guidelines in psychiatry. 14th ed. Hoboken: Wiley; 2021.
Organizadores
Aristides Volpato Cordioli
Carolina Benedetto Gallois
Ives Cavalcante Passos
Autores
Cristiano Tschiedel Belem da Silva