Ver também
Insuficiência renal
- Não é necessário ajuste da dose
Insuficiência hepática
- Contraindicado
Insuficiência cardíaca
- Não é necessário ajuste da dose
Idosos
- Reduzir a dose inicial e titular lentamente: a dosagem costuma ser mais baixa do que em adultos saudáveis
- Sedação em idosos pode ser mais comum e associada a desidratação, ingestão nutricional reduzida e perda de peso
- Monitorar a ingestão de líquidos e nutrientes
- Um em cada 3 pacientes idosos em cuidados de longa duração que recebem valproato pode acabar desenvolvendo trombocitopenia
Crianças e adolescentes
- Em geral, não é recomendado para uso em crianças com menos de 10 anos para transtorno bipolar, exceto se prescrito por especialistas e quando já foram consideradas outras opções
- Crianças com menos de 2 anos têm risco significativamente aumentado de hepatotoxicidade, já que têm capacidade acentuadamente reduzida de eliminar o valproato em comparação a crianças maiores e adultos
- O uso requer supervisão médica
Gravidez
- Válidas a partir de 30 de junho de 2015, a FDA norte-americana determina alterações no conteúdo e na forma das informações referentes a gravidez e lactação nos rótulos das substâncias de prescrição, incluindo a eliminação das categorias por letras para risco na gravidez; a Pregnancy and Lactation Labeling Rule (PLLR ou regra final) aplica-se somente a substâncias de prescrição e será introduzida gradualmente para substâncias aprovadas a partir de 30 de junho de 2001
- O uso durante o primeiro trimestre pode aumentar o risco de defeitos no tubo neural (p. ex., espinha bífida) ou outras anomalias congênitas
- Foram identificados casos de atraso no desenvolvimento na ausência de teratogenicidade associados à exposição fetal
- Risco aumentado de escores mais baixos em testes cognitivos em crianças cujas mães haviam tomado valproato durante a gravidez
- O uso em mulheres em idade reprodutiva requer avaliação dos benefícios potenciais para a mãe em relação aos riscos para o feto
- Se a substância for continuada, monitorar os parâmetros de coagulação e realizar testes para detectar defeitos congênitos
- Se a substância for continuada, iniciar folato 1 mg/dia no início da gravidez para reduzir o risco de defeitos no tubo neural
- Se a substância for continuada, considerar vitamina K durante as 6 últimas semanas de gravidez para reduzir os riscos de sangramento
- Antiepileptic Drug Pregnancy Registry: (888) 233-2334
- Reduzir gradualmente a substância em caso de descontinuação
- Convulsões, mesmo leves, podem causar danos ao embrião/feto
- Para pacientes bipolares, o valproato deve, em geral, ser descontinuado antes de gestações previstas
- Doença bipolar recorrente durante a gravidez pode ser muito disruptiva
- Para pacientes bipolares, dado o risco de recaída no período pós-parto, o tratamento com um estabilizador do humor como valproato em geral deve ser reiniciado imediatamente após o parto se a paciente não tiver sido medicada durante a gravidez
- Antipsicóticos atípicos podem ser preferíveis a lítio ou anticonvulsivantes como valproato, caso seja necessário tratamento durante a gravidez
- Sintomas bipolares podem recorrer ou piorar durante a gravidez, podendo ser necessária alguma forma de tratamento
Amamentação
- Alguma quantidade da substância é encontrada no leite materno
- Em geral, é considerado seguro amamentar durante o uso de valproato
- Se a substância for continuada durante a amamentação, o bebê deve ser monitorado para possíveis efeitos adversos
- Se o bebê apresentar sinais de irritabilidade ou sedação, poderá ser necessário descontinuar a substância
- O transtorno bipolar pode recorrer durante o período pós-parto, particularmente se houver uma história prévia de episódios pós-parto de depressão ou psicose
- As taxas de recaída podem ser mais baixas em mulheres que recebem tratamento profilático para episódios pós-parto de transtorno bipolar
- Antipsicóticos atípicos e anticonvulsivantes como valproato podem ser mais seguros do que lítio no período pós-parto durante a amamentação
Referência
Conteúdo originalmente publicado em: STAHL, S. M. Fundamentos de psicofarmacologia de Stahl: guia de prescrição. 6. ed. Porto Alegre: Artmed, 2019. 834 p.
Autores
Stephen M. Stahl