Inquietude

Ver também Agitação, Agressividade, Ansiedade e Irritabilidade.

Sobre

A utilização de antidepressivos pode levar, na primeira semana de tratamento, a um quadro de inquietude, caracterizado por tensão constante e dificuldade para relaxar, especialmente em pacientes com um quadro ansioso subjacente. Acredita-se que isso se deva ao aumento do tônus serotonérgico central, em resposta aguda ao uso do fármaco. Esse efeito é comum em pacientes com transtorno de pânico no início do tratamento com antidepressivos (antidepressivos tricíclicos e ISRSs) e ficou Conhecido como o fenômeno da “piora inicial”.

A inquietude é ainda um efeito comum com o uso de T3, bupropiona, nortriptilina, metilfenidato e antipsicóticos. No uso dessa última classe, é importante diferenciar de acatisia.

Manejo

  • Em pacientes com transtorno de pânico, iniciar com doses baixas do antidepressivo e aumentar lentamente até atingir as doses ideais. Se já foi iniciado o tratamento, interrompê-lo e reiniciar utilizando doses menores. Quando disponíveis, apresentações em gotas possibilitam um aumento mais lento e gradual, sendo uma boa opção.
  • Se necessário, pode-se associar um benzodiazepínico, especialmente nas primeiras semanas de tratamento.
  • Se a inquietude for uma manifestação de ansiedade que acompanha quadros depressivos, preferir antidepressivos que sejam também sedativos: amitriptilina, clomipramina, imipramina, paroxetina, trazodona, mirtazapina, entre outros.

Referência

Conteúdo originalmente publicado em Cordioli AV; Gallois CB; Passos IC. Psicofármacos: consulta rápida. 6. ed. Porto Alegre: Artmed; 2023.

Organizadores

Aristides Volpato Cordioli

Carolina Benedetto Gallois

Ives Cavalcante Passos

Autores

Eduardo Trachtenberg
Deborah Grisolia Fuzina
Everton Silva
Giorgia Lionço Pellini
Giovanni Michele Rech
Pedro Lopes Ritter
Vinicius Martins Costa
Aristides Volpato Cordioli