Clorpromazina > Prescrição

Ver também

Apresentações comerciais

Amplictil (Sanofi-Medley)

  • Caixas com 20 comprimidos de 25 mg.
  • Caixas com 20 comprimidos de 100 mg.
  • Frasco com 20 mL de solução oral gotas de 40 mg/mL.

Clorpromaz (União Química)

  • Caixas com 100 comprimidos de 100 mg.
  • Caixas com ampolas de 5 mL de solução injetável de 5 mg/mL.

Clorpromazina (Cristália)

  • Caixas com 20 ou 200* comprimidos de 25 mg.
  • Caixas com 20 ou 200* comprimidos de 100 mg.

Clorpromazina (Fresenius)

  • Caixas com ampolas de 5 mL de solução injetável de 5 mg/mL.

Clorpromazina (Hypofarma)

  • Caixas com ampolas de 5 mL de solução injetável de 5 mg/mL.

Longactil (Cristália)

  • Caixas com 20 ou 200* comprimidos de 25 mg.
  • Caixas com 20 ou 200* comprimidos de 100 mg.
  • Frasco com 20 mL de solução oral gotas de 40 mg/mL.
  • Caixas com ampolas de 5 mL de solução injetável de 5 mg/mL.

*Embalagem hospitalar.

Modo de usar

As doses médias para o controle das psicoses variam de 400 a 800 mg/dia.

O aumento da dose deve ser gradual, até o controle da sintomatologia psicótica. A posologia diária pode ser fracionada em 2 ou 3 doses, no início do tratamento, para atenuar os possíveis efeitos colaterais. Após esse período inicial, a meia-vida longa desse fármaco permite o uso de dose única diária, preferencialmente à noite, devido à sedação. Em pacientes com baixo peso ou com doença renal ou hepática, recomenda-se iniciar com doses diárias menores.

A apresentação injetável pode ser usada em situações que demandem manejo agudo dos sintomas. A dose inicial preconizada é de 25 a 100 mg, repetida dentro de 1 a 4 horas, se necessário, até o controle dos sintomas. Em pacientes idosos ou debilitados, doses mais baixas são geralmente suficientes para o controle dos sintomas (1/2 a 1/3 da dose de adultos). A administração por VO deve ser introduzida quando os sintomas estiverem controlados.

Alimentos, café, cigarro e antiácidos interferem na absorção gastrintestinal. Tabagistas apresentam menores concentrações plasmáticas.

Tempo para início de ação

A clorpromazina é bem absorvida quando administrada tanto por VO quanto por via parenteral. As formas parenterais são absorvidas mais rapidamente, atingindo picos plasmáticos em 30 a 60 minutos. Entre as apresentações de administração oral, as soluções são mais rapidamente absorvidas do que os comprimidos. Os picos plasmáticos ocorrem 1 a 4 horas após a administração oral, ligando-se fortemente a proteínas plasmáticas (95 a 98%).

Variação usual da dose

  • Esquizofrenia: para o tratamento, usa-se de 300 a 600 mg/dia, sendo que doses acima de 600 mg/dia não parecem ser mais efetivas, e aquelas abaixo de 150 mg/dia estão relacionadas a altos índices de recaída.1

  • TB: para o controle do TB usam-se doses semelhantes.

Modo de suspender

A suspensão deve ser feita de forma gradual.

Indicações

Evidências CONSISTENTES de eficácia

  • Esquizofrenia (episódios agudos e tratamento de manutenção).
  • Mania aguda grave com sintomas psicóticos, como coadjuvante dos estabilizadores do humor.
  • Depressão psicótica, com ADs.
  • Transtorno esquizoafetivo.
  • Transtorno delirante.
  • Psicoses breves.
  • Agitação em pacientes com deficiência intelectual.
  • Alívio de soluços intratáveis.
  • Controle de náuseas e vômitos.

Evidências INCOMPLETAS de eficácia

  • Transtorno da personalidade borderline ou esquizotípica (em baixas doses).
  • Quadros graves de TOC, como adjuvante.
  • Controle de agitação e agressividade graves em crianças.

Contraindicações

Absolutas

  • Hipersensibilidade a fenotiazínicos.

Relativas

  • Antecedentes de discrasias sanguíneas.
  • Estados comatosos ou depressão acentuada do SNC.
  • Transtornos convulsivos.
  • Doença cardiovascular grave.

Precauções e dicas

  1. Usar com cuidado em pacientes com insuficiência respiratória, a qual pode ser agravada pelo efeito depressor da clorpromazina no SNC.
  2. A clorpromazina diminui o reflexo de tosse; portanto, atentar quanto à possibilidade de aspirações.
  3. Atentar para sinais de discrasias sanguíneas (agranulocitose e leucopenia), como febre e/ou dor de garganta, solicitando hemograma completo.
  4. Em pacientes com epilepsia, pode haver piora das crises convulsivas, pois a clorpromazina interage com anticonvulsivantes.
  5. Pacientes com câncer de mama devem evitar o uso de fenotiazinas, uma vez que 1/3 desses tumores é prolactino-dependente.
  6. Observar o risco de hipotensão postural, principalmente em idosos.
  7. Evitar o uso concomitante de depressores do SNC, como o álcool.
  8. Pacientes que dirigem ou operam máquinas devem ser orientados quanto aos efeitos sedativos e à diminuição de reflexos.
  9. Caso seja realizada ECT, é aconselhável retirar o fármaco anteriormente.
  10. Ficar atento quanto à fotossensibilidade.
  11. A clorpromazina líquida não deve ser misturada com café, chá, suco de maçã, refrigerantes do tipo “cola”, cerveja sem álcool ou citrato de lítio.
  12. Usar com cautela em pacientes com fatores de risco para tromboembolismo.

Referências

Conteúdo originalmente publicado em Cordioli AV; Gallois CB; Passos IC. Psicofármacos: consulta rápida. 6. ed. Porto Alegre: Artmed; 2023.

  1. Freedman R. Schizophrenia. N Engl J Med. 2003;349(18):1738-49. PMID [14585943]

Organizadores

Aristides Volpato Cordioli

Carolina Benedetto Gallois

Ives Cavalcante Passos

Autores

Laura Magalhães Moreira