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Gravidez
A exposição pré-natal a fenotiazinas, como a clorpromazina, confere um risco para malformações fetais, embora pequeno (0,4%). Contudo, nenhuma malformação orgânica específica associada ao uso de clorpromazina foi consistentemente identificada. Categoria C da FDA.
Lactação
Sabe-se que todos os psicotrópicos são secretados no leite materno, mas os dados sobre as quantidades e os efeitos subsequentes dessa exposição no crescimento e no desenvolvimento infantil são limitados. Assim, aconselha-se que as mães não amamentem se estiverem usando o medicamento; contudo, se o fizerem, que seja mediante supervisão médica.1
Crianças
Os APs são usados para sintomas-alvo, como agitação psicomotora e agressividade, em crianças com transtornos do neurodesenvolvimento. Como as crianças podem ter dificuldade de verbalizar, deve-se estar atento aos efeitos colaterais e adversos. A dose utilizada inicialmente em crianças é de 1 mg/kg/dia, dividida em 2 ou 3 tomadas. A dose total diária não deve passar de 40 mg em crianças menores de 5 anos, ou de 75 mg em crianças maiores. Doses médias variam de 3 a 6 mg/kg/dia. Em razão da sedação e das possíveis alterações cognitivas causadas pelos efeitos anticolinérgicos, a clorpromazina não é o AP preferencial para uso em crianças. Não deve ser usada em crianças menores de 2 anos.
Idosos
A clorpromazina deve ser usada com cautela em idosos, devido a seus efeitos anticolinérgicos e hipotensores. Deve ser iniciada com doses baixas, de 10 a 25 mg/dia, e aumentada lentamente, se necessário. Usam-se sempre doses menores (1/2 a 1/3 das doses habituais para adultos jovens) devido ao metabolismo hepático mais lento e à maior sensibilidade aos efeitos anticolinérgicos e antidopaminérgicos. Devido ao aumento da mortalidade em pacientes com quadros demenciais tratados com APs (incluindo a clorpromazina), a FDA não recomenda seu uso em pacientes com psicoses relacionadas a demências.
Insuficiência hepática
Usar com cautela em pacientes com disfunção hepática. Pacientes com encefalopatia hepática têm sensibilidade aumentada aos efeitos no SNC da clorpromazina.
Insuficiência renal
Usar com cautela em pacientes com IR.
Insuficiência cardíaca
A clorpromazina aumenta o intervalo QT. Usar com cautela em pacientes com insuficiência cardíaca.
Referências
Conteúdo originalmente publicado em Cordioli AV; Gallois CB; Passos IC. Psicofármacos: consulta rápida. 6. ed. Porto Alegre: Artmed; 2023.
- Klinger G, Stahl B, Fusar-Poli P, Merlob P. Antipsychotic drugs and breastfeeding. Pediatr Endocrinol Rev. 2013;10(3):308-17. PMID [23724438]
Organizadores
Aristides Volpato Cordioli
Carolina Benedetto Gallois
Ives Cavalcante Passos
Autores
Laura Magalhães Moreira