Clonazepam > Prescrição

Ver também

Apresentações comerciais

Clonazepam (Cristália)

  • Caixas com 20 ou 200* comprimidos de 0,5 mg.
  • Caixas com 20 ou 200* comprimidos de 2 mg.
  • Frasco com 20 mL de solução oral gotas de 2,5 mg/mL.

Clonazepam (EMS, Multilab)

  • Caixas com 20, 30, 40, 60, 400*, 450* ou 500* comprimidos de 2 mg.
  • Frasco com 20 mL de solução oral gotas de 2,5 mg/mL.

Clonazepam (Eurofarma)

  • Caixas com 20 ou 30 comprimidos de 2 mg.

Clonazepam (Medley)

  • Caixas com 20, 30 ou 60 comprimidos de 0,5 mg.
  • Caixas com 20, 30 ou 60 comprimidos de 2 mg.
  • Frasco com 20 mL de solução oral gotas de 2,5 mg/mL.

Clonazepam (Pharlab)

  • Caixas com 20, 30, 60 ou 500* comprimidos de 2 mg.

Clonazepam (Prati Donaduzzi)

  • Frasco com 20 mL de solução oral gotas de 2,5 mg/mL.

Clonazepam (Ranbaxy)

  • Caixas com 20, 30, 200* ou 500* comprimidos de 0,5 mg.
  • Caixas com 20, 30, 60, 200*, 500* ou 1.000* comprimidos de 2 mg.

Clonazepam (Zydus)

  • Caixa com 30 comprimidos de 2 mg.

Clonetril (Prati Donaduzzi)

  • Caixas com 20, 30, 60, 300*, 500*, 600* ou 800* comprimidos de 0,5 mg.
  • Caixas com 15, 20, 30, 60, 300*, 500*, 600* ou 800* comprimidos de 2 mg.
  • Frasco com 20 mL de solução oral gotas de 2,5 mg/mL.

Clopam (Cristália)

  • Caixas com 20 ou 200* comprimidos de 0,5 mg.
  • Caixas com 20 ou 200* comprimidos de 2 mg.
  • Frasco com 20 mL de solução oral gotas de 2,5 mg/mL

Epiletil (Teuto)

  • Frasco com 10 mL de solução oral gotas de 2,5 mg/mL.
  • Frasco com 20 mL de solução oral gotas de 2,5 mg/mL.

Rivotril (Roche)

  • Caixas com 30 comprimidos sublinguais de 0,25 mg.
  • Caixas com 20 ou 30 comprimidos de 0,5 mg.
  • Caixas com 20 ou 30 comprimidos de 2 mg.
  • Frasco com 20 mL de solução oral gotas de 2,5 mg/mL.

Uni-Clonazepax (União Química)

  • Frasco com 20 mL de solução oral gotas de 2,5 mg/mL.

Zaplam (Cristália)

  • Caixas com 20 ou 200* comprimidos de 2 mg.

Zilepam (Geolab)

  • Caixas com 10, 20, 30, 60 ou 480* comprimidos de 0,5 mg.
  • Caixas com 10, 20, 30, 60 ou 480* comprimidos de 2 mg.
  • Frasco com 20 mL de solução oral gotas de 2,5 mg/mL.

*Embalagem hospitalar.

Modo de usar

No tratamento dos ataques do transtorno de pânico, iniciar com 0,25 mg, dividido em 2 doses. Aumentar para 1 mg após 3 dias; prescrever 2 vezes ao dia (ou 1 vez pouco antes de dormir); a dose máxima, em geral, é de 6 mg/dia (dose média: 1 mg/dia).

Em casos de convulsões, iniciar com 1,5 mg divididos em 3 doses; aumentar 0,5 mg a cada 3 dias, até que o efeito desejado tenha sido alcançado. Dividir em 3 doses iguais, ou dar a maior dose antes de dormir; a dose máxima, em geral, é de 20 mg/dia.

Tempo para início de ação

1 hora.

Variação usual da dose

  • Pânico: 1 a 6 mg/dia.
  • Convulsões: 1,5 a 20 mg/dia.

Modo de suspender

Reduzir cerca de 10% da dose utilizada a cada 1 a 2 semanas, iniciando-se pela(s) dose(s) diurna(s) e seguindo pela dose noturna. A partir da dose de 1,5 mg/dia (0,5 mg, 3 vezes ao dia), o clonazepam pode ser gradualmente substituído pelo diazepam, aproveitando que este último apresenta uma meia-vida mais longa. Sugere-se, inicialmente, que a dose noturna de clonazepam 0,5 mg seja substituída por 0,25 mg de clonazepam + 5 mg de diazepam (0,5 mg de clonazepam = 10 mg de diazepam). Na semana seguinte, suspende-se a dose noturna de clonazepam e passa-se a administrar apenas a dose total equivalente de diazepam (10 mg/noite), utilizando-a por mais uma semana (juntamente com as doses já utilizadas da manhã e da tarde de clonazepam 0,5 mg). Repete-se o mesmo procedimento até as doses da manhã e da tarde de clonazepam serem substituídas por seus equivalentes de diazepam (as substituições podem ocorrer paralelamente nas tomadas da manhã e tarde), sempre em intervalos de 1 a 2 semanas. Finalmente, procede-se à redução do diazepam (até suspensão).1

Indicações

Em transtornos psiquiátricos

Evidências CONSISTENTES de eficácia

  • TP com ou sem agorafobia.2
  • TAS.3
  • Mania aguda.4

Evidências INCOMPLETAS de eficácia

  • TAG.
  • Insônia.
  • Agitação em psicoses agudas (como adjuvante da sedação com APs).
  • Catatonia.
  • Adjuvante aos ADs no tratamento inicial da depressão com sintomas de ansiedade.

Em problemas neurológicos

  • Ausências típicas e atípicas (síndrome de Lennox-Gastaut).5
  • Crises mioclônicas.5

Contraindicações

Absolutas

  • Hipersensibilidade aos BZDs.
  • Doença hepática grave.
  • Glaucoma de ângulo fechado.
  • Miastenia grave.

Relativas

  • Doença de Alzheimer.
  • Esclerose múltipla.

Precauções e dicas

  1. A suspensão abrupta do clonazepam, sobretudo depois do uso prolongado em doses elevadas, pode promover síndrome de retirada. Por esse motivo, a interrupção do medicamento deve ser gradual.
  2. Durante o uso de clonazepam, evitar atividades que exijam reflexos rápidos – como dirigir carros e operar máquinas perigosas – ou executá-las com mais cuidado, pois esse fármaco pode causar diminuição da atenção e lentificação motora.
  3. Suspender o uso ao iniciar ECT.
  4. Evitar o uso concomitante de bebidas alcoólicas, pois podem ocorrer hipotensão, diminuição do nível de consciência e redução da frequência respiratória. Também deve-se ter cautela com o uso associado de outras substâncias que potencializam o efeito sedativo (p. ex., barbitúricos).
  5. Alertar para dependência química com o uso de longo prazo e especialmente com doses elevadas.
  6. Pode ser utilizado com cautela em pacientes com glaucoma de ângulo aberto, desde que estejam recebendo tratamento adequado para o problema ocular.
  7. Evitar o uso em pessoas com transtornos por uso de substâncias, devido ao risco de adição.
  8. Usar com cautela em pacientes deprimidos, sobretudo naqueles com RS.
  9. Evitar em caso de insuficiência respiratória e queda do sensório.
  10. Evitar o uso no 1º e 3º trimestres de gestação.
  11. Utilizar com cuidado em pacientes com doença respiratória crônica, pois a hipersalivação e a depressão respiratória podem piorar o quadro pulmonar.
  12. Os metabólitos do clonazepam são excretados pelos rins. Para evitar seu acúmulo, deve-se ter cautela ao utilizá-lo em pacientes com IR.

Referências

Conteúdo originalmente publicado em Cordioli AV; Gallois CB; Passos IC. Psicofármacos: consulta rápida. 6. ed. Porto Alegre: Artmed; 2023.

  1. Ashton CH. Benzodiazepines: how they work & how to withdraw [Internet]. Newcastle upon Tyne: benzo.org.uk; 2002 [capturado em 20 ago. 2022]. Disponível em: https://www.benzo.org.uk/manual/bzsched.htm#s1.
  2. Rosenbaum JF, Moroz G, Bowden CL. Clonazepam in the treatment of panic disorder with or without agoraphobia: a dose-response study of efficacy, safety, and discontinuance: Clonazepam Panic Disorder Dose-Response Study Group. J Clin Psychopharmacol. 1997;17(5):390-400. PMID [9315990]
  3. Pollack MH, van Ameringen M, Simon NM, Worthington JW, Hoge EA, Keshaviah A, et al. A double-blind randomized controlled trial of augmentation and switch strategies for refractory social anxiety disorder. Am J Psychiatry. 2014;171(1):44-53. PMID [24399428]
  4. Curtin F, Schulz P. Clonazepam and lorazepam in acute mania: a Bayesian meta-analysis. J Aff Disorders. 2004;78(3):201-8. PMID [15013244]
  5. Dahlin M, Knutsson E, Amark P, Nergardh A. Reduction of epileptiform activity in response to low-dose clonazepam in children with epilepsy: a randomized double-blind study. Epilepsia. 2000;41(3):308-15. PMID [10714402]

Organizadores

Aristides Volpato Cordioli

Carolina Benedetto Gallois

Ives Cavalcante Passos

Autores

Cristiano Tschiedel Belem da Silva