Retinopatia pigmentar

Ver também Alterações oculares e Fotossensibilidade.

Sobre

Caracteriza-se por diminuição da acuidade visual, visão acastanhada e, por fim, cegueira. É um efeito adverso dos antipsicóticos, embora raro, que pode ocorrer particularmente com a tioridazina e com a clorpromazina. Ao exame de fundo de olho, observam-se depósitos de pigmentos na retina. Pode ocorrer mais provavelmente durante o uso de tioridazina, em doses acima de 800 mg/dia, e com a clorpromazina, em doses acima de 2.400 mg/dia, levando a mudanças degenerativas irreversíveis da retina, com prejuízo na visão. Há relatos de caso com níveis habituais desse fármaco. Existe controvérsia a respeito da possibilidade de surgimento de lesão mesmo após a suspensão dos fármacos.

Manejo

  • Deve-se manter as doses de tioridazina abaixo de 800 mg/dia, principalmente durante a terapia de manutenção, já que a maioria dos pacientes que apresentaram retinopatia pigmentar fazia uso de grandes doses da substância e por longo período de tempo.
  • Pacientes em uso de tioridazina que referirem queixas visuais devem ser encaminhados a um oftalmologista.
  • Prescrever clorpromazina dentro da janela terapêutica (25 a 800 mg/dia).
  • Fazer revisões oftalmológicas periódicas (no mínimo a cada 2 anos) na vigência do uso de tioridazina.

Referência

Conteúdo originalmente publicado em Cordioli AV; Gallois CB; Passos IC. Psicofármacos: consulta rápida. 6. ed. Porto Alegre: Artmed; 2023.

Organizadores

Aristides Volpato Cordioli

Carolina Benedetto Gallois

Ives Cavalcante Passos

Autores

Eduardo Trachtenberg
Deborah Grisolia Fuzina
Everton Silva
Giorgia Lionço Pellini
Giovanni Michele Rech
Pedro Lopes Ritter
Vinicius Martins Costa
Aristides Volpato Cordioli