Bupropiona | Populações especiais

Ver também

Insuficiência renal

  • Dose inicial mais baixa, talvez administrar com menor frequência
  • A concentração da substância pode ficar aumentada
  • O paciente deve ser monitorado atentamente

Insuficiência hepática

  • Dose inicial mais baixa, talvez administrar com menor frequência
  • O paciente deve ser monitorado atentamente
  • Em cirrose hepática grave, a bupropiona XL deve ser administrada em dose de não mais de 150 mg em dias alternados

Insuficiência cardíaca

  • Dados disponíveis limitados
  • Evidências de elevação na pressão arterial em posição supina
  • Usar com cautela

Idosos

  • Alguns pacientes podem tolerar melhor doses mais baixas
  • Redução no risco de suicidalidade com antidepressivos em comparação ao placebo em adultos com mais de 65 anos

Crianças e adolescentes

  • Ponderar cuidadosamente os riscos e benefícios do tratamento farmacológico em relação aos do não tratamento com antidepressivos e documentar isso no prontuário do paciente
  • Monitorar os pacientes pessoalmente com regularidade, em particular durante as primeiras semanas de tratamento
  • Usar com cautela, observando a ativação de um transtorno bipolar conhecido ou desconhecido e/ou ideação suicida, e informar pais ou responsáveis sobre o risco para que possam ajudar a observar a criança ou adolescente
  • Segurança e eficácia não foram estabelecidas
  • Pode ser utilizada para TDAH em crianças ou adolescentes
  • Pode ser utilizada para cessação do tabagismo em adolescentes
  • Pesquisas preliminares sugerem eficácia em depressão e TDAH comórbidos
  • A dosagem pode seguir o padrão adulto para adolescentes
  • Crianças podem requerer doses mais baixas inicialmente, com uma dose máxima de 300 mg/dia

Gravidez

  • Válidas a partir de 30 de junho de 2015, a FDA norte-americana determina alterações no conteúdo e na forma das informações referentes a gravidez e lactação nos rótulos das substâncias de prescrição, incluindo a eliminação das categorias por letras para risco na gravidez; a Pregnancy and Lactation Labeling Rule (PLLR ou regra final) aplica-se somente a substâncias de prescrição e será introduzida gradualmente para substâncias aprovadas a partir de 30 de junho de 2001
  • Não foram realizados estudos controlados em gestantes
  • Estudos epidemiológicos não indicam risco aumentado de malformações congênitas de modo geral ou de malformações cardiovasculares
  • Em estudos com animais, não foram observadas evidências claras de teratogenicidade; entretanto, incidências levemente aumentadas de malformações fetais e variações esqueléticas foram observadas em estudos com coelhos em doses aproximadamente iguais ou maiores do que as doses humanas máximas recomendadas, e pesos fetais maiores ou reduzidos foram observados em estudos com ratos em doses superiores às doses humanas máximas recomendadas
  • Gestantes que desejam parar de fumar podem considerar terapia comportamental antes de farmacoterapia
  • Geralmente não recomendado para uso durante a gravidez, em especial durante o primeiro trimestre
  • Deve ser ponderado o risco do tratamento (desenvolvimento fetal do primeiro trimestre, parto do recém-nascido no terceiro trimestre) para a criança em relação ao risco do não tratamento (recorrência de depressão, saúde materna, vínculo com o bebê) para a mãe e a criança
  • Para muitos pacientes, isso pode significar a continuidade do tratamento durante a gravidez

Amamentação

  • Alguma quantidade da substância é encontrada no leite materno
  • Se a criança ficar irritável ou sedada, ou a amamentação ou a substância precisará ser descontinuada
  • O período pós-parto imediato é uma época de alto risco de depressão, especialmente em mulheres que tiveram episódios depressivos prévios, portanto, poderá ser necessário reinstituir a substância no fim do terceiro trimestre ou logo após o parto para prevenir recorrência durante o pós-parto
  • Devem ser ponderados os benefícios da amamentação com os riscos e benefícios do tratamento com antidepressivo versus não tratamento para o bebê e a mãe
  • Para muitos pacientes, isso pode significar a continuidade do tratamento durante a amamentação

Referência

Conteúdo originalmente publicado em: STAHL, S. M. Fundamentos de psicofarmacologia de Stahl: guia de prescrição. 6. ed. Porto Alegre: Artmed, 2019. 834 p.

Autores

Stephen M. Stahl