Bupropiona | Efeitos colaterais

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Como a substância causa efeitos colaterais

  • Os efeitos colaterais provavelmente são causados em parte por ações da norepinefrina e dopamina em áreas do cérebro com efeitos indesejados (p. ex., insônia, tremor, agitação, cefaleia, tontura)
  • Os efeitos colaterais provavelmente também são causados em parte pelas ações da norepinefrina na periferia com efeitos indesejados (p. ex., efeitos simpáticos e parassimpáticos como boca seca, constipação, náusea, anorexia, sudorese)
  • A maior parte dos efeitos colaterais é imediata, mas geralmente desaparece com o tempo

Efeitos colaterais

  • Mais comuns: boca seca, cefaleia, dor de garganta, fadiga, insônia, inquietude, náusea, per da de peso, taquicardia, tremores, vertigem, visão borrada.
  • Menos comuns: acatisia, agitação, alopecia, alteração do paladar, alucinações visuais e auditivas, anemia, anorexia, ansiedade, arritmia cardíaca, artralgia, aumento do apetite, aumento dos níveis de prolactina, convulsões, constipação intestinal, delírios, delirium, diarreia, discinesia, dispepsia, dor abdominal, dor torácica, edema, enxaqueca, estomatite, euforia, faringite, febre, flatulência, fraqueza, gagueira, ganho de peso, hipertensão, hiponatremia, hipotensão, ideação suicida, infecções da via aérea superior, impotência, insônia, irritabilidade, linfadenopatia, mialgia, mioclonia, noctúria, pancitopenia, parestesia, perda de memória, pseudoparkinsonismo, polaciúria, prurido, psicose, rash cutâneo, reação alérgica, retenção urinária, rubor, sedação, sialorreia, síncope, síndrome de Stevens-Johnson, sonolência, sudorese, virada maníaca, visão borrada, vômito, zumbido.

Efeitos colaterais potencialmente fatais ou perigosos

  • Raras convulsões (maior incidência para liberação imediata do que para liberação prolongada; o risco aumenta com doses acima do máximo recomendado; o risco aumenta para pacientes com fatores predisponentes)
  • Foram relatadas reações anafilactoides/anafiláticas e síndrome de Stevens-Johnson
  • Hipomania (mais provável em pacientes bipolares, mas talvez menos comum do que com alguns outros antidepressivos)
  • Rara indução de mania
  • Rara ativação de ideação e comportamento suicida (suicidalidade) (estudos de curto prazo não mostraram um aumento no risco de suicidalidade com antidepressivos em comparação a placebo em indivíduos com mais de 24 anos)

Ganho de peso

incomum  /  não incomum  /  comum  /  problemático

  • Relatado, mas não esperado
  • Os pacientes podem experimentar perda de peso

Sedação

incomum  /  não incomum  /  comum  /  problemático

  • Relatada, mas não esperada

O que fazer com os efeitos colaterais

  • Esperar
  • Esperar
  • Esperar
  • Manter a dose mais baixa possível
  • Tomar no máximo até o meio da tarde para evitar insônia
  • Trocar por outra substância

Melhores agentes de acréscimo para os efeitos colaterais

  • Geralmente, é melhor tentar outra monoterapia com antidepressivo antes de recorrer a estratégias de acréscimo para tratar os efeitos colaterais
  • Trazodona ou um hipnótico para insônia induzida pela substância
  • Mirtazapina para insônia, agitação e efeitos colaterais gastrintestinais
  • Benzodiazepínicos ou buspirona para ansiedade e agitação induzidas pela substância
  • Muitos efeitos colaterais são dose-dependentes (i.e., aumentam à medida que a dose é aumentada ou ressurgem até que se desenvolva tolerância)
  • Muitos efeitos colaterais são tempo-dependentes (i.e., começam imediatamente após a dosagem e a cada aumento da dose, mas desaparecem com o tempo)
  • Ativação e agitação podem representar a indução de um estado bipolar, especialmente uma condição bipolar tipo II disfórica mista algumas vezes associada a ideação suicida, e requerem a adição de lítio, um estabilizador do humor ou antipsicótico atípico e/ou a descontinuação da bupropiona

Referência

Referências

Efeitos colaterais publicados originalmente em CORDIOLI, A. V.; GALLOIS, C. B.; ISOLAN, L. (Orgs). Psicofármacos: consulta rápida. 5. ed. Porto Alegre: Artmed, 2015. 1024 p.

Demais conteúdos originalmente publicados em: STAHL, S. M. Fundamentos de psicofarmacologia de Stahl: guia de prescrição. 6. ed. Porto Alegre: Artmed, 2019. 834 p.