Aripiprazol | Efeitos colaterais

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Como a substância causa efeitos colaterais

  • Bloqueando os receptores alfa-1 adrenérgicos, pode causar tontura, sedação e hipotensão
  • Ações agonistas parciais nos receptores de dopamina 2 no estriado podem causar efeitos colaterais motores, como acatisia
  • Ações agonistas parciais nos receptores de dopamina 2 também podem causar náusea, vômitos ocasionais e efeitos colaterais de ativação
  • O mecanismo de um possível ganho de peso é desconhecido; ganho de peso não é comum com aripiprazol, podendo ter um mecanismo diferente dos antipsicóticos atípicos nos quais esse efeito colateral é comum ou problemático
  • O mecanismo de uma possível incidência aumentada de diabetes ou dislipidemia é desconhecido; a experiência inicial sugere que essas complicações não estão claramente associadas a aripiprazol e, se presentes, podem ter um mecanismo diferente do mecanismo dos antipsicóticos atípicos associados a uma incidência aumentada de diabetes e dislipidemia

Efeitos colaterais

  • Mais comuns: acatisia, agitação, ansiedade, cefaleia, constipação, dispepsia, fadiga, febre, ganho de peso, hipotensão ortostática, insônia, letargia, náusea, sialorreia, efeitos colaterais extrapiramidais, sonolência, tontura, tremor, visão borrada e vômitos.
  • Menos comuns: agranulocitose, alopecia, alteração da marcha, anemia, anorexia, aumento
    do apetite, aumento do intervalo QT, aumento das transaminases hepáticas (rara), aumento da fosfatase alcalina, aumento de creatinocinase, bradicardia, cãibras, convulsões, confusão, conjuntivite, crises oculogíricas, depressão, discinesia tardia, dismenorreia, dispneia, distonia, dor de ouvido, dor no peito, edema periférico, equimoses, fotossensibilidade, hiper-reflexia, hipertensão, hiponatremia, hipoglicemia, hipotensão, hipotonia, hostilidade, ideação suicida, incontinência urinária, leucopenia, nervosismo, perda de peso, pele seca, pneumonia, prejuízo da memória, prurido,
    rash cutâneo, reação maníaca, rabdomiólise, retardo do pensamento, rigidez cervical, rinite, sudorese, efeitos colaterais extrapiramidais, sintomas obsessivo-compulsivos, taquicardia e tosse. 

Efeitos colaterais potencialmente fatais ou perigosos

  • Raros problemas de controle dos impulsos
  • Rara síndrome neuroléptica maligna (risco muito reduzido comparado com os antipsicóticos convencionais)
  • Convulsões raras
  • Risco aumentado de morte e eventos cerebrovasculares em pacientes idosos com psicose relacionada a demência

Ganho de peso

incomum  /  não incomum  /  comum  /  problemático

  • Relatado em alguns pacientes, especialmente aqueles com baixo IMC, mas não esperado
  • Menos frequente e menos grave do que para a maioria dos antipsicóticos
  • Pode haver maior risco de ganho de peso em crianças do que em adultos

Sedação

incomum  /  não incomum  /  comum  /  problemático

  • Relatada em alguns pacientes, mas não esperada
  • Pode ser menor do que para alguns outros antipsicóticos, mas nunca diga nunca
  • Pode ser ativadora

O que fazer com os efeitos colaterais

  • Esperar
  • Esperar
  • Esperar
  • Reduzir a dose
  • Anticolinérgicos ou uma baixa dose de benzodiazepínico ou um betabloqueador podem reduzir a acatisia quando presente
  • Perda de peso, programas de exercícios e manejo clínico para IMC alto, diabetes, dislipidemia
  • Trocar por outro antipsicótico atípico

Melhores agentes de acréscimo para os efeitos colaterais

  • Benzotropina ou triexifenidil para efeitos colaterais motores e acatisia
  • Muitos efeitos colaterais não podem ser melhorados com um agente de acréscimo

Referências

Efeitos colaterais publicados originalmente em CORDIOLI, A. V.; GALLOIS, C. B.; ISOLAN, L. (Orgs). Psicofármacos: consulta rápida. 5. ed. Porto Alegre: Artmed, 2015. 1024 p.

Demais conteúdos originalmente publicados em: STAHL, S. M. Fundamentos de psicofarmacologia de Stahl: guia de prescrição. 6. ed. Porto Alegre: Artmed, 2019. 834 p.