Ver também
Insuficiência renal
- Não é necessário ajuste da dose
Insuficiência hepática
- Não é necessário ajuste da dose
Insuficiência cardíaca
- O uso em pacientes com insuficiência cardíaca não foi estudado, portanto usar com cautela devido ao risco de hipotensão ortostática
Idosos
- Geralmente, não é necessário ajuste da dose, mas alguns pacientes idosos podem tolerar melhor doses mais baixas
- Embora antipsicóticos atípicos sejam comumente utilizados para transtornos comportamentais em demência, nenhum agente foi aprovado para tratamento de pacientes idosos com psicose relacionada à demência
- Pacientes idosos com psicose relacionada à demência tratados com antipsicóticos atípicos têm um risco aumentado de morte em comparação a placebo, e também têm um risco aumentado de eventos cerebrovasculares
Crianças e adolescentes
- Aprovado para uso em esquizofrenia (acima dos 13 anos), episódios maníacos/mistos (acima dos 10 anos), irritabilidade associada a autismo (entre 6 e 17 anos) e tratamento de síndrome de Tourette (entre 6 e 18 anos)
- Experiência clínica e dados iniciais sugerem que aripiprazol pode ser seguro e efetivo para transtornos comportamentais em crianças e adolescentes, especialmente em doses mais baixas
- Crianças e adolescentes que usam aripiprazol podem precisar ser monitorados com mais frequência do que adultos e podem tolerar melhor doses mais baixas
- Pode haver maior risco de ganho de peso em crianças do que em adultos
Gravidez
- Válidas a partir de 30 de junho de 2015, a FDA norte-americana determina alterações no conteúdo e na forma das informações referentes a gravidez e lactação nos rótulos das substâncias de prescrição, incluindo a eliminação das categorias por letras para risco na gravidez; a Pregnancy and Lactation Labeling Rule (PLLR ou regra final) aplica-se somente a substâncias de prescrição e será introduzida gradualmente para substâncias aprovadas a partir de 30 de junho de 2001
- Não foram realizados estudos controlados em gestantes
- Há um risco de movimentos musculares anormais e sintomas de retirada em recém-nascidos cujas mães tomavam um antipsicótico durante o terceiro trimestre; os sintomas podem incluir agitação, tônus muscular anormalmente aumentado ou diminuído, tremor, sonolência, dificuldade intensa para respirar e dificuldade de alimentação
- Em estudos com animais, o aripiprazol demonstrou toxicidade desenvolvimental, incluindo possíveis efeitos teratogênicos, em doses mais altas do que a recomendada para humanos
- Sintomas psicóticos podem piorar durante a gravidez, podendo ser necessária alguma forma de tratamento
- O aripiprazol pode ser preferível a anticonvulsivantes estabilizadores do humor caso seja necessário tratamento durante a gravidez
- National Pregnancy Registry for Atypical Antipsychotics: 1-866-961-2388 ou http://womensmentalhealth.org/clinical-and-research-programs/pregnancyregistry/
Amamentação
- Alguma quantidade da substância é encontrada no leite materno
- Recomendado descontinuar a substância ou usar mamadeira
- Os bebês de mulheres que optam por amamentar durante o uso de aripiprazol devem ser monitorados para possíveis efeitos adversos
Referência
Conteúdo originalmente publicado em: STAHL, S. M. Fundamentos de psicofarmacologia de Stahl: guia de prescrição. 6. ed. Porto Alegre: Artmed, 2019. 834 p.
Autores
Stephen M. Stahl