Asenapina | Exames

Ver também

Antes de iniciar um antipsicótico atípico

  • Pesar todos os pacientes e acompanhar o IMC durante o tratamento
  • Obter a história pessoal basal e familiar de diabetes, obesidade, dislipidemia, hipertensão e doença cardiovascular
  • Obter a circunferência da cintura (na altura do umbigo), pressão arterial, glicose plasmática em jejum e perfil lipídico em jejum
  • Determinar se o paciente
    • tem sobrepeso (IMC de 25,9 a 29,9)
    • está obeso (IMC > 30)
    • tem pré-diabetes (glicose plasmática em jejum de 100 a 125 mg/dL)
    • tem diabetes (glicose plasmática em jejum > 126 mg/dL)
    • tem hipertensão (PA > 140/90 mmHg)
    • tem dislipidemia (colesterol total, colesterol LDL e triglicerídeos aumentados; colesterol HDL reduzido)
  • Tratar ou encaminhar esses pacientes para tratamento, incluindo manejo nutricional e do peso, aconselhamento de atividade física, cessação do tabagismo e manejo clínico

Monitoramento depois de iniciar um antipsicótico atípico

  • IMC mensalmente por 3 meses, depois trimestralmente
  • Considerar o monitoramento dos triglicerídeos em jejum mensalmente, por vários meses, em pacientes com alto risco de complicações metabólicas e ao iniciar ou trocar antipsicóticos
  • Pressão arterial, glicose plasmática em jejum, lipídeos em jejum dentro de 3 meses e depois anualmente, porém de modo mais precoce e frequente para pacientes com diabetes ou que ganharam >5% do peso inicial
  • Tratar ou encaminhar para tratamento e considerar troca por outro antipsicótico atípico para pacientes que adquirem sobrepeso ou tornam-se obesos, pré-diabéticos, diabéticos, hipertensos ou dislipidêmicos enquanto recebem um antipsicótico atípico
  • Mesmo em pacientes sem diabetes conhecida, permanecer vigilante quanto ao início raro, mas com risco de vida, de cetoacidose diabética, o que sempre requer tratamento imediato por meio do monitoramento do início rápido de poliúria, polidipsia, perda de peso, náusea, vômitos, desidratação, respiração rápida, fraqueza e turvação da consciência, até mesmo coma
  • Pacientes com baixa contagem de leucócitos ou história de leucopenia/neutropenia induzida por substância devem ter hemograma completo monitorado frequentemente durante os primeiros meses, e a asenapina deve ser descontinuada ao primeiro sinal de declínio em leucócitos na ausência de outros fatores causadores

Referência

Conteúdo originalmente publicado em: STAHL, S. M. Fundamentos de psicofarmacologia de Stahl: guia de prescrição. 6. ed. Porto Alegre: Artmed, 2019. 834 p.

Autores

Stephen M. Stahl