Ver também
Terapêutica
Nomes comerciais:
- Referência: Adderall® XR (Shire); Adzenys®XR-ODT (Neos); Dyanavel XR (Tris Pharma); Evekeo® (Arbor);
- Similar: Dexdrine (Glaxosmithkline); Dyanavel XR (Tris Pharma); Evekeo ODT (Arbor); Mydayis (Takeda)
- Genérico:
- Amphetamine Sulfate (Alkem; Novast; Amneal Pharms; Aurolife; Prinston; Epic pharm; Glenmark; Gerovene; Granules; Havix; Specgx LLC; Sun Pharm)
- Dextroamphetamine (Actavis; Alvogen; AuroLife; Barr; Elite Labs; Epic Pharma; Impax; Mylan; Nesher; Nuvo Pharm; Par Pharm; Rhodes Prharms; Sandoz; Specgx LLC; Sun Pharm; UsPharm
Apresentações: Medicamento disponível apenas via importação.
- Comprimido de:
- 1,25 mg: Actavis; Alvogen; AuroLife; Barr; Elite Labs; Epic Pharma; Mylan; Nesher; Nuvo Pharm; Rhodes Prharms; Specgx LLC; Sun Pharm; UsPharm
- 1,85 mg: Actavis; Alvogen; AuroLife; Barr; Elite Labs; Epic Pharma; Mylan; Nesher; Nuvo Pharm; Rhodes Prharms; Specgx LLC; Sun Pharm; UsPharm
- 2,5 mg: Actavis; Alvogen; AuroLife; Barr; Elite Labs; Epic Pharma; Mylan; Nesher; Nuvo Pharm; Rhodes Prharms; Sandoz; Specgx LLC; Sun Pharm; UsPharm
- 3,125 mg: Actavis; Alvogen; AuroLife; Barr; Elite Labs; Epic Pharma; Mylan; Nesher; Nuvo Pharm; Rhodes Prharms; Specgx LLC; Sun Pharm; UsPharm
- 3,75 mg: Actavis; Alvogen; AuroLife; Barr; Elite Labs; Epic Pharma; Mylan; Nesher; Nuvo Pharm; Rhodes Prharms; Specgx LLC; Sun Pharm; UsPharm
- 5 mg: Evekeo®; Actavis; Alvogen; AuroLife; Barr; Elite Labs; Epic Pharma; Mylan; Nesher; Nuvo Pharm; Rhodes Prharms; Sandoz; Specgx LLC; Sun Pharm; UsPharm
- 7,5 mg: Actavis; Alvogen; AuroLife; Barr; Elite Labs; Epic Pharma; Mylan; Nesher; Nuvo Pharm; Rhodes Prharms; Sandoz; Specgx LLC; Sun Pharm; UsPharm
- 10 mg: Evekeo®
- Comprimido de desintegração oral de:
- 5 mg: Evekeo ODT
- 10 mg: Evekeo ODT
- 15 mg: Evekeo ODT
- 20 mg: Evekeo ODT
Nota: Informações sobre nomes comerciais e apresentações atualizadas em abril de 2021.*
Classe
- Nomenclatura baseada na neurociência: inibidor da recaptação e liberador de dopamina e norepinefrina (IRLDN)
- Estimulante
Comumente prescrita para
(em negrito, as aprovações da FDA)
- Transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (TDAH) em crianças de 3 a 12 anos (Adderall, Evekeo)
- Transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (TDAH) em crianças de 6 a 17 anos (Adderall XR, Evekeo, Dyanavel XR, Adzenys XR-ODT) e em adultos (Adderall XR, Evekeo, Adzenys XR-ODT)
- Narcolepsia (Adderall, Evekeo)
- Obesidade exógena
- Depressão resistente ao tratamento
Principais sintomas-alvo
- Concentração, capacidade de concentração
- Hiperatividade motora
- Impulsividade
- Fadiga física e mental
- Sonolência diurna
- Depressão
Como a substância atua
- Aumenta a ação da norepinefrina e, especialmente, da dopamina, bloqueando sua recaptação e facilitando sua liberação
- O aumento da ação da dopamina e da norepinefrina em certas regiões do cérebro (p. ex., córtex pré-frontal dorsolateral) pode melhorar atenção, concentração, função executiva e vigília
- O aumento da ação da dopamina em outras regiões do cérebro (p. ex., gânglios da base) pode melhorar a hiperatividade
- O aumento da dopamina e da norepinefrina em outras regiões do cérebro (p. ex., córtex pré-frontal medial, hipotálamo) pode melhorar depressão, fadiga e sonolência
Tempo para início da ação
- Alguns efeitos imediatos podem ser vistos com a primeira dose
- Pode levar várias semanas para ser atingido o benefício terapêutico máximo
Se funcionar (para TDAH)
- O objetivo do tratamento de TDAH é a redução dos sintomas de desatenção, hiperatividade motora e/ou impulsividade que perturbam o funcionamento social, acadêmico e/ou ocupacional
- Continuar o tratamento até que todos os sintomas estejam sob controle ou a melhora seja estável, e depois continuar o tratamento indefinidamente enquanto persistir a melhora
- Reavaliar periodicamente a necessidade de tratamento
- Tratamento para TDAH iniciado na infância pode precisar continuar na adolescência e na idade adulta se for documentado benefício contínuo
Se não funcionar (para TDAH)
- Considerar ajuste da dose ou troca por outra formulação de d,l-anfetamina ou para outro agente
- Considerar terapia comportamental
- Considerar a ocorrência de não adesão e aconselhar o paciente e os pais
- Considerar avaliação para outro diagnóstico ou para uma condição comórbida (p. ex., transtorno bipolar, abuso de substância, doença clínica, etc.)
- Alguns pacientes com TDAH e alguns indivíduos deprimidos podem experimentar ausência de eficácia consistente devido à ativação de um transtorno bipolar latente ou subjacente, necessitando de acréscimo ou troca por um estabilizador do humor
Melhores combinações de potencialização para resposta parcial ou resistência ao tratamento
- Melhor tentar outras monoterapias antes de potencializar
- Para o especialista, é possível combinar a formulação de liberação imediata com uma formulação de liberação sustentada de d,l-anfetamina para TDAH
- Para o especialista, é possível combinar com modafinila ou atomoxetina para TDAH
- Para o especialista, é possível ocasionalmente combinar com antipsicóticos atípicos em casos de transtorno bipolar ou TDAH muito resistentes ao tratamento
- Para o especialista, é possível combinar com antidepressivos para estimular a eficácia do antidepressivo em casos de depressão muito resistente ao tratamento, monitorando o paciente atentamente
Dosagem e uso
Variação típica da dose
- Narcolepsia: 5 a 60 mg/dia em doses divididas
- TDAH: 5 a 40 mg/dia (doses divididas para comprimido de liberação imediata, dose matinal uma vez ao dia para comprimido de liberação prolongada)
- Obesidade exógena: 30 mg/dia em doses divididas
Como dosar
- Adderall ou Evekeo de liberação imediata em TDAH (acima dos 6 anos): dose inicial de 5 mg, uma ou duas vezes ao dia; pode ser aumentado em 5 mg por semana; dose máxima geralmente de 40 mg/dia; dividir a dose diária, com a primeira dose ao acordar e a cada 4 a 6 horas depois disso
- Evekeo de liberação imediata em TDAH (3 a 5 anos): dose inicial de 2,5 mg/dia; pode ser aumentado em 2,5 mg/dia; administrado em doses divididas
- Adderall ou Evekeo de liberação imediata em narcolepsia (acima dos 12 anos); dose inicial de 10 mg/dia; pode ser aumentado em 10 mg por semana; dividir a dose diária, com a primeira dose ao acordar e a cada 4 a 6 horas depois disso
- Evekeo de liberação imediata em narcolepsia (6 a 12 anos): dose inicial de 5 mg/dia; pode ser aumentado em 5 mg por semana; administrado em doses divididas
- Comprimido de liberação prolongada em TDAH: dose inicial de 10 mg/dia pela manhã; pode ser aumentado em 5 a 10 mg/dia com intervalos semanais; dose máxima geralmente de 30 mg/dia
- Evekeo de liberação imediata em obesidade exógena (acima dos 12 anos): dose diária usual de 30 mg; tomado em doses divididas de 5 a 10 mg, 30 a 60 minutos antes das refeições
Dicas para dosagem
- A duração da ação clínica frequentemente difere da meia-vida farmacológica
- d,l-anfetamina de liberação imediata tem ação clínica com duração de 3 a 6 horas
- d,l-anfetamina de ação prolongada tem ação clínica com duração de até 8 horas
- O Adderall XR é de liberação controlada e, portanto, não deve ser mastigado, mas somente engolido inteiro
- A suspensão oral de liberação prolongada (Dyanavel XR) e o comprimido de desintegração oral de liberação prolongada (Adzens XR-ODT) não devem ser substituídos por outros produtos de anfetamina com a mesma equivalência em mg devido às diferentes composições básicas das anfetaminas e seus perfis farmacocinéticos
- A distribuição com liberação controlada de d,l-anfetamina tem duração suficientemente longa para permitir a eliminação da dosagem na hora do almoço
- Essa inovação pode ser um elemento prático importante na utilização do estimulante, eliminando os incômodos e as dificuldades pragmáticas da dosagem na hora do almoço na escola, incluindo problemas de armazenagem, possível distração e necessidade de um profissional médico para supervisionar a dosagem fora de casa
- Evitar dosagem no fim do dia devido ao risco de insônia
- É possível administrar somente durante a semana escolar para alguns pacientes com TDAH
- Os usos off-label são dosados da mesma maneira que para TDAH
- É possível interromper a substância durante as férias de verão para reavaliar sua utilidade terapêutica e os efeitos no crescimento, bem como permitir a recuperação de alguma supressão do crescimento, além de avaliar outros efeitos colaterais e a necessidade de reinstituir tratamento estimulante no período escolar seguinte
- Os efeitos colaterais estão geralmente relacionados à dose
- Ingerir com alimentos pode retardar o pico de ação em 2 a 3 horas
Overdose
- Raramente fatal; pânico, hiper-reflexia, rabdomiólise, respiração rápida, confusão, coma, alucinações, convulsões, arritmia, alteração na pressão arterial, colapso circulatório
Uso prolongado
- Frequentemente de uso prolongado para TDAH quando o monitoramento documenta eficácia contínua
- Pode desenvolver dependência e/ou abuso
- Pode desenvolver tolerância aos efeitos terapêuticos em alguns pacientes
- O uso prolongado do estimulante pode estar associado à supressão do crescimento em crianças (controverso)
- É prudente monitorar periodicamente peso, pressão arterial, hemograma, contagem de plaquetas e função hepática
Formação de hábito
- Alto potencial para abuso, substância Classe II
- Os pacientes podem desenvolver tolerância, dependência psicológica
Como interromper
- Reduzir a dose gradualmente para evitar os efeitos da retirada
- A retirada após o uso terapêutico crônico pode evidenciar sintomas de transtorno subjacente e requerer acompanhamento e reinstituição do tratamento
- É necessária supervisão cuidadosa durante a retirada no caso de uso abusivo, uma vez que pode ocorrer depressão grave
Farmacocinética
- Adderall e Adderall XR são uma mistura de sais de d-anfetamina e l-anfetamina na razão de 3:1
- Uma única dose de Adderall XR 20 mg fornece níveis de substância de d-anfetamina e l-anfetamina comparáveis a Adderall de liberação imediata 20 mg administrado em 2 doses divididas com 4 horas de intervalo
- Em adultos, a meia-vida da d-anfetamina é de 10 horas, e da l-anfetamina, de 13 horas
- Para crianças entre 6 e 12 anos, a meia-vida da d-anfetamina é de 9 horas, e da l-anfetmina, de 11 horas
Mecanismos de interações medicamentosas
- Pode afetar a pressão arterial e deve ser usada com cautela com agentes utilizados para controlar a pressão arterial
- Agentes acidificantes gastrintestinais (guanetidina, reserpina, ácido glutâmico, ácido ascórbico, sucos de frutas, etc.) e agentes acidificantes urinários (cloreto de amônio, fosfato sódico, etc.) reduzem os níveis plasmáticos de anfetamina, portanto, podem ser úteis para administrar após overdose, mas também podem diminuir a eficácia terapêutica das anfetaminas
- Agentes alcalinizantes gastrintestinais (bicarbonato de sódio, etc.) e agentes alcalinizantes urinários (acetazolamida, algumas tiazidas) aumentam os níveis plasmáticos de anfetamina e potencializam suas ações
- Desipramina e protriptilina podem causar aumentos extraordinários e sustentados nas concentrações cerebrais de anfetamina, bem como somar-se aos efeitos cardiovasculares da anfetamina
- Teoricamente, outros agentes com propriedades bloqueadoras da recaptação de norepinefrina, como venlafaxina, duloxetina, atomoxetina, milnaciprano e reboxetina, também podem se somar aos efeitos cardiovasculares e no SNC das anfetaminas
- As anfetaminas podem se contrapor aos efeitos sedativos dos anti-histamínicos
- Haloperidol, clorpromazina e lítio podem inibir os efeitos estimulantes das anfetaminas
- Teoricamente, os antipsicóticos também devem inibir os efeitos estimulantes das anfetaminas
- Teoricamente, as anfetaminas podem inibir as ações antipsicóticas dos antipsicóticos
- Teoricamente, as anfetaminas podem inibir as ações estabilizadoras do humor dos antipsicóticos atípicos em alguns pacientes
- Em geral, as combinações de anfetaminas com estabilizadores do humor (lítio, anticonvulsivantes, antipsicóticos atípicos) são reservadas apenas para especialistas, monitorando os pacientes atentamente e quando falham outras opções
- A absorção de fenobarbital, fenitoína e etossuximida é retardada pelas anfetaminas
- As anfetaminas inibem os bloqueadores adrenérgicos e aumentam os efeitos adrenérgicos da norepinefrina
- As anfetaminas podem antagonizar os efeitos hipotensores dos alcaloides de veratrum e outros anti-hipertensivos
- As anfetaminas aumentam os efeitos analgésicos da meperidina
- As anfetaminas contribuem para a estimulação excessiva do SNC se usadas com altas doses de propoxifeno
- As anfetaminas podem elevar os níveis plasmáticos de corticoide
- Os IMAOs retardam a absorção das anfetaminas e, assim, potencializam suas ações, o que pode causar dor de cabeça, hipertensão e, raramente, crise hipertensiva e hipertermia maligna, algumas vezes com resultados fatais
- O uso com IMAOs, incluindo dentro de 14 dias de uso de IMAO, não é aconselhado, mas pode algumas vezes ser considerado por especialistas que monitoram atentamente pacientes deprimidos quando falham outras opções de tratamento para depressão
Outras advertências/precauções
- Usar com cautela em pacientes com algum grau de hipertensão, hipertireoidismo ou história de abuso de substância
- Crianças que não estão crescendo ou ganhando peso devem interromper o tratamento, pelo menos temporariamente
- Pode piorar tiques motores e fônicos
- Pode piorar sintomas de transtorno do pensamento e transtorno comportamental em pacientes psicóticos
- Os estimulantes têm um alto potencial para abuso e devem ser utilizados com cautela em pacientes com história atual ou passada de abuso de substância ou alcoolismo, ou em pacientes emocionalmente instáveis
- A administração de estimulantes por períodos de tempo prolongados deve ser evitada sempre que possível ou feita somente com acompanhamento atento, já que pode levar a tolerância acentuada e dependência da substância, incluindo dependência psicológica com graus variados de comportamento anormal
- Deve ser dada particular atenção à possibilidade de que alguns indivíduos obtenham estimulantes para uso não terapêutico ou para distribuição a terceiros, e de modo geral as substâncias devem ser prescritas comedidamente, documentando seu uso apropriado
- A dosagem usual foi associada a morte súbita em crianças com anormalidades cardíacas estruturais
- Não é um tratamento de primeira linha apropriado para depressão ou para fadiga normal
- Pode reduzir o limiar convulsivo
- Emergência ou piora da ativação e agitação pode representar a indução de um estado bipolar, especialmente uma condição bipolar tipo II disfórica mista algumas vezes associada a ideação suicida, e requer a adição de um estabilizador do humor e/ou a descontinuação de d,l-anfetamina
Não usar
- Se o paciente tiver ansiedade extrema ou agitação
- Se o paciente tiver tiques motores ou síndrome de Tourette ou se houver uma história familiar de Tourette, a menos que administrado por um especialista nos casos em que os benefícios potenciais para TDAH compensam os riscos de piora dos tiques
- Em geral, não devem ser administrados com um IMAO, incluindo dentro de 14 dias de uso de IMAO, exceto em circunstâncias extremas e por um especialista
- Se o paciente tiver arteriosclerose, doença cardiovascular ou hipertensão grave
- Se o paciente tiver glaucoma
- Se o paciente tiver anormalidades cardíacas estruturais
- Se houver uma alergia comprovada a algum agente simpatomimético
Potenciais vantagens e desvantagens
Potenciais vantagens
- Pode funcionar em pacientes com TDAH não respondedores a outros estimulantes, incluindo sulfato de d-anfetamina puro
- Nova opção de liberação sustentada
Potenciais desvantagens
- Pacientes com abuso de substância atual ou passado
- Pacientes com transtorno bipolar ou psicose atual ou passado
Dicas
- Pode ser útil no tratamento de sintomas depressivos em pacientes idosos clinicamente doentes
- Pode ser útil no tratamento de depressão pós-AVC
- Uma estratégia de potencialização clássica para depressão refratária ao tratamento
- Especificamente, pode ser útil no tratamento de disfunção cognitiva e fadiga como sintomas residuais de transtorno depressivo maior não responsivo a múltiplos tratamentos prévios
- Também pode ser útil para o tratamento de comprometimento cognitivo, sintomas depressivos e fadiga severa em pacientes com infecção pelo HIV e naqueles com câncer
- Pode ser utilizado para potencializar analgesia opioide e reduzir a sedação, particularmente em manejo no fim da vida
- Apesar das advertências, pode ser um adjunto útil dos IMAOs para tratamento extremo de transtornos do humor altamente refratários quando monitorados com vigilância
- Pode reverter disfunção sexual causada por doença psiquiátrica e por algumas substâncias, como ISRSs, incluindo diminuição da libido, disfunção erétil, ejaculação retardada e anorgasmia
- Antipsicóticos atípicos podem ser úteis no tratamento de consequências estimulantes ou psicóticas de overdose
- Ingerir com alimentos pode retardar o pico de ação por 2 a 3 horas
- A meia-vida e a duração da ação clínica tendem a ser mais curtas em crianças menores
- O abuso da substância pode na verdade ser mais baixo em adolescentes com TDAH tratados com estimulantes do que naqueles que não são tratados
- Alguns pacientes respondem ou toleram melhor d,l-anfetamina do que metilfenidato, e vice-versa
- Adderall e Adderall XR são uma mistura de sais de d-anfetamina e l-anfetamina na razão de 3:1
- Especificamente, Adderall e Adderall XR combinam 1 parte de sacarato de dextroanfetamina, 1 parte de sulfato de dextroanfetamina, 1 parte de aspartato de d,l-anfetamina e 1 parte de sulfato de d,l-anfetamina
- Essa mistura de sais pode ter um perfil farmacológico diferente, incluindo o mecanismo da ação terapêutica e a duração da ação, se comparada à dextroanfetamina pura, que é administrada como o sal sulfato
- Especificamente, a d-anfetamina pode ter ação mais profunda sobre a dopamina do que sobre a norepinefrina, enquanto a l-anfetamina pode ter uma ação mais balanceada sobre a dopamina e a norepinefrina
- Teoricamente, isso pode levar a ações relativamente mais noradrenérgicas da mistura de sais de anfetamina em Adderall do que de sulfato de dextroanfetamina puro, mas isso não está comprovado e não tem significância clínica clara
- Entretanto, alguns pacientes podem responder ou tolerar Adderall/Adderall XR diferentemente do que ocorreria com sulfato de dextroanfetamina puro
- As cápsulas de Adderall XR também contêm 2 tipos de grânulos com a substância, concebidos para fornecer anfetaminas pulsadas duplas, visando prolongar sua liberação
Referência
Conteúdo originalmente publicado em: STAHL, S. M. Fundamentos de psicofarmacologia de Stahl: guia de prescrição. 6. ed. Porto Alegre: Artmed, 2019. 834 p.
Leituras sugeridas
Fry JM. Treatment modalities for narcolepsy. Neurology 1998;50(2 Suppl 1):S43–8.
Greenhill LL, Pliszka S, Dulcan MK, et al. Practice parameter for the use of stimulant medications in the treatment of children, adolescents, and adults. J Am Acad Child Adolesc Psychiatry 2002;41(2 Suppl):S26–49.
Jadad AR, Boyle M, Cunningham C, Kim M, Schachar R. Treatment of attention-deficit/ hyperactivity disorder. Evid Rep Technol Assess (Summ) 1999;(11): i–viii, 1–341.
Stiefel G, Besag FM. Cardiovascular effects of methylphenidate, amphetamines, and atomoxetine in the treatment of attention-deficit hyperactivity disorder. Drug Saf 2010;33(10):821–42.
Vinson DC. Therapy for attention-deficit hyperactivity disorder. Arch Fam Med 1994;3:445–51.
Wender PH, Wolf LE, Wasserstein J. Adults with ADHD. An overview. Ann NY Acad Sci 2001;931:1–16.
*Revisão dos nomes comerciais e apresentações
Felipe Mainka
Autores
Stephen M. Stahl