Anfetamina (D,L) | Populações especiais

Ver também

Insuficiência renal

  • Não é necessário ajuste da dose

Insuficiência hepática

  • Não é necessário ajuste da dose

Insuficiência cardíaca

  • Usar com cautela, particularmente em pacientes com infarto do miocárdio recente ou outras condições que poderiam ser afetadas negativamente pelo aumento na pressão arterial
  • Não usar em pacientes com anormalidades cardíacas estruturais

Idosos

  • Alguns pacientes podem tolerar doses mais baixas

Crianças e adolescentes

  • Segurança e eficácia não estabelecidas em pacientes com menos de 3 anos
  • O uso em crianças pequenas deve ser reservado para o especialista
  • A d,l-anfetamina pode piorar os sintomas de transtorno comportamental e transtorno do pensamento em crianças psicóticas
  • A d,l-anfetamina tem efeitos agudos no hormônio do crescimento; os efeitos de longo prazo são desconhecidos, mas peso e altura devem ser monitorados durante tratamento prolongado
  • TDAH: entre 3 e 5 anos; dose inicial de 2,5 mg/dia; pode ser aumentado 2,5 mg por semana
  • Narcolepsia: entre 6 e 12 anos: dose inicial de 5 mg/dia; aumentar 5 mg por semana
  • Foi relatada morte súbita em crianças e adolescentes com problemas cardíacos sérios
  • A American Heart Association recomenda ECG antes de iniciar tratamento estimulante em crianças, embora nem todos os especialistas concordem

Gravidez

  • Válidas a partir de 30 de junho de 2015, a FDA norte-americana determina alterações no conteúdo e na forma das informações referentes a gravidez e lactação nos rótulos das substâncias de prescrição, incluindo a eliminação das categorias por letras para risco na gravidez; a Pregnancy and Lactation Labeling Rule (PLLR ou regra final) aplica-se somente a substâncias de prescrição e será introduzida gradualmente para substâncias aprovadas a partir de 30 de junho de 2001
  • Não foram conduzidos estudos controlados em gestantes
  • Bebês cujas mães tomam d,l-anfetamina durante a gravidez podem experimentar sintomas de retirada
  • Em estudos com ratos e coelhos, a d,l-anfetamina não afetou o desenvolvimento embrionário e fetal ou a sobrevivência durante a organogênese em doses de aproximadamente 1,5 e 8 vezes a dose humana máxima recomendada de 30 mg/dia (crianças)
  • Em estudos com animais, a d-anfetamina causou ossificação esquelética tardia e ganho de peso reduzido após o desmame em ratos; não ocorreram malformações importantes em estudos com ratos ou coelhos
  • O uso em mulheres com potencial reprodutivo requer avaliação dos benefícios potenciais para a mãe em relação aos riscos potenciais para o feto
  • Para pacientes com TDAH, em geral a d,l-anfetamina deve ser descontinuada antes de gestações previstas

Amamentação

  • Alguma quantidade da substância é encontrada no leite materno
  • Recomendado descontinuar a substância ou usar mamadeira
  • Se o bebê apresentar sinais de irritabilidade, poderá ser necessário descontinuar a substância

Referência

Conteúdo originalmente publicado em: STAHL, S. M. Fundamentos de psicofarmacologia de Stahl: guia de prescrição. 6. ed. Porto Alegre: Artmed, 2019. 834 p.

Autores

Stephen M. Stahl