Venlafaxina

Ver também

Terapêutica

Nomes comerciais:

  • Referência: Efexor®XR (Pfizer); Veniz® XR (Sun Farma)
  • Similar: Adapta (Cellera); Allenthus XR (Medley); Venforin (EMS); Veniz XR (Sun Farmacêutica); Venlaxin; Venlift ODT; Vensate LP (Cristália)
  • Genérico: Cloridrato de Venlafaxina (Aché; Aurobindo; Cellera; EMS; Eurofarma; Geolab; Germed; Medley; Prati donaduzzi; Ranbaxy)

Apresentações:

  • Cápsula de liberação prolongada de 37,5 mg – Embalagem com:
    • 07 cápsulas: Effexor®; Venlift OD; EMS; Geolab
    • 10 cápsulas: Venlaxin; Vensat LP
    • 14 cápsulas: Effexor®; EMS; Geolab
    • 15 cápsulas: EMS
    • 28 cápsulas: Venlaxin; EMS; Eurofarma; Geolab
    • 30 cápsulas: Effexor®; Adapta; Venlaxin; Venlift OD; Vensat LP; Cellera; EMS; Eurofarma; Geolab; Medley; Torrent
    • 60 cápsulas: EMS; Geolab
  • Cápsula de liberação prolongada de 75 mg – Embalagem com:
    • 07 cápsulas: Effexor®; Venlift OD; Aurobindo; EMS; Geolab
    • 10 cápsulas: Adapta; Venlaxin; Vensat LP; Geolab
    • 14 cápsulas: Effexor®; Aurobindo; EMS; Geolab
    • 15 cápsulas: Alenthus XR; Venforin; EMS
    • 28 cápsulas: Aurobindo; EMS; Eurofarma; Geolab
    • 30 cápsulas: Effexor®; Adapta; Alenthus XR; Venforin; Venlaxin; Venlift OD; Vensat LP; Aurobindo; Cellera; EMS; Eurofarma; Geolab; Medley; Prati Donaduzzi; Torrent
    • 60 cápsulas: Venlaxin; EMS; Geolab
    • 90 cápsulas: Aurobindo
  • Cápsula de liberação prolongada de 150 mg – Embalagem com:
    • 07 cápsulas: Effexor®; Geolab
    • 10 cápsulas: Venlaxin; EMS; Geolab
    • 14 cápsulas: Effexor®; EMS; Geolab
    • 15 cápsulas: Alenthus XR; Venforin; Medley
    • 20 cápsulas: EMS
    • 28 cápsulas: Venlaxin; EMS; Eurofarma; Geolab
    • 30 cápsulas: Effexor®; Adapta; Alenthus XR; Venforin; Venlaxin; Venlift OD; Vensat LP; Cellera; EMS; Eurofarma; Geolab; Germed; Medley; Prati Donaduzzi; Torrent
    • 60 cp: Venlaxin; Geolab
  • Comprimido de liberação prolongada de 37,5 mg – Embalagem com:
    • 10 cp: Veniz® XR
    • 28 cp: Aché; Ranbaxy
    • 30 cp: Veniz® XR; Ranbaxy
    • 60 cp: Ranbaxy
    • 200* cp: Ranbaxy
    • 500* cp: Ranbaxy
  • Comprimido de liberação prolongada de 75 mg – Embalagem com:
    • 10 cp: Veniz® XR
    • 28 cp: Aché; Ranbaxy
    • 30 cp: Veniz® XR; Ranbaxy
    • 60 cp: Ranbaxy
    • 200* cp: Ranbaxy
    • 500* cp: Ranbaxy
  • Comprimido de liberação prolongada de 150 mg – Embalagem com:
    • 10 cp: Veniz® XR
    • 30 cp: Veniz® XR; Ranbaxy

*Embalagem hospitalar

Nota: Informações sobre nomes comerciais e apresentações atualizadas em abril de 2021.*

Classe

  • Nomenclatura baseada na neurociência: inibidor da recaptação de serotonina e norepinefrina (IRSN)
  • IRSN (inibidor dual da recaptação de serotonina e norepinefrina), frequentemente classificada como um antidepressivo, mas não é apenas um antidepressivo

Comumente prescrita para

(em negrito, as aprovações da FDA)

  • Depressão
  • Transtorno de ansiedade generalizada (TAG)
  • Transtorno de ansiedade social (fobia social)
  • Transtorno de pânico
  • Transtorno de estresse pós-traumático (TEPT)
  • Transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM)

Principais sintomas-alvo

  • Humor deprimido
  • Energia, motivação e interesse
  • Distúrbio do sono
  • Ansiedade

Como a substância atua

  • Estimula os neurotransmissores serotonina, norepinefrina/noradrenalina e dopamina
  • Bloqueia a bomba de recaptação de serotonina (transportador de serotonina), possivelmente aumentando a neurotransmissão serotonérgica
  • Bloqueia a bomba de recaptação de norepinefrina (transportador de norepinefrina), possivelmente aumentando a neurotransmissão noradrenérgica
  • Possivelmente dessensibiliza os receptores de serotonina 1A e os receptores beta-adrenérgicos
  • Uma vez que a dopamina é inativada pela recaptação de norepinefrina no córtex frontal, que em grande parte carece de transportadores de dopamina, a venlafaxina pode aumentar a neurotransmissão de dopamina nessa parte do cérebro
  • Bloqueia fracamente a bomba de recaptação de dopamina (transportador de dopamina), podendo aumentar a neurotransmissão de dopamina

Tempo para início da ação

  • O início das ações terapêuticas não costuma ser imediato, frequentemente demorando de 2 a 4 semanas
  • Se não estiver funcionando dentro de 6 a 8 semanas para depressão, poderá ser necessário um aumento da dosagem ou poderá simplesmente não funcionar
  • Em contrapartida, para ansiedade generalizada, o início da resposta e aumentos nas taxas de remissão ainda podem ocorrer depois de 8 semanas e por até 6 meses após o início da dosagem
  • Pode continuar a agir por muitos anos, prevenindo recaída dos sintomas

Se funcionar

  • O objetivo do tratamento é a completa remissão dos sintomas atuais e a prevenção de recaídas futuras
  • O tratamento na maioria das vezes reduz ou até mesmo elimina os sintomas, mas não é uma cura, já que os sintomas podem recorrer depois que o medicamento é interrompido
  • Continuar o tratamento até que todos os sintomas tenham desaparecido (remissão), especialmente na depressão e, sempre que possível, nos transtornos de ansiedade
  • Depois que os sintomas tiverem desaparecido, continuar o tratamento por 1 ano para o primeiro episódio de depressão
  • Para segundo episódio de depressão e episódios subsequentes, poderá ser necessário tratamento por tempo indefinido
  • O uso em transtornos de ansiedade também poderá precisar ser por tempo indefinido

Se não funcionar

  • Muitos pacientes têm apenas uma resposta parcial, em que alguns sintomas são melhorados, mas outros persistem (especialmente insônia, fadiga e problemas de concentração)
  • Outros pacientes podem ser não respondedores, sendo algumas vezes chamados de resistentes ou refratários ao tratamento
  • Alguns pacientes que têm uma resposta inicial podem recair mesmo que continuem o tratamento, sendo algumas vezes chamados de poop-out (que param de responder)
  • Considerar aumento da dose, troca por outro agente ou adição de um agente de potencialização apropriado
  • Considerar psicoterapia
  • Considerar avaliação para outro diagnóstico ou para uma condição comórbida (p. ex., doença clínica, abuso de substância, etc.)
  • Alguns pacientes podem experimentar aparente falta de consistência na eficácia devido à ativação de um transtorno bipolar latente ou subjacente, requerendo descontinuação do antidepressivo e troca por um estabilizador do humor

Melhores combinações de potencialização para resposta parcial ou resistência ao tratamento

  • Mirtazapina (“combustível de foguetes da Califórnia”; uma combinação dual potencialmente poderosa de serotonina e norepinefrina, mas observar para ativação de transtorno bipolar e ideação suicida)
  • Bupropiona, reboxetina, nortriptilina, desipramina, maprotilina, atomoxetina (todos estimuladores potencialmente poderosos da ação noradrenérgica, mas observar para ativação de transtorno bipolar e ideação suicida)
  • Modafinila, especialmente para fadiga, sonolência e falta de concentração
  • Estabilizadores do humor ou antipsicóticos atípicos para depressão bipolar, depressão psicótica ou depressão resistente ao tratamento
  • Benzodiazepínicos
  • Se tudo o mais falhar para transtornos de ansiedade, considerar gabapentina ou tiagabina
  • Hipnóticos ou trazodona para insônia
  • Classicamente, lítio, buspirona ou hormônio da tireoide

Dosagem e uso

Variação típica da dosagem

  • Depressão: 75 a 225 mg/dia, uma vez por dia (liberação prolongada) ou divididos em 2 a 3 doses (liberação imediata)
  • TAG: 150 a 225 mg/dia

Como dosar

  • Dose inicial de 37,5 mg 1 vez por dia (liberação prolongada) ou 25 a 50 mg divididos em 2 a 3 doses (liberação imediata) por 1 semana, se tolerado; em geral, aumentar a dose diária não mais rápido do que 75 mg a cada 4 dias até que seja atingida a eficácia desejada; dose máxima geralmente de 375 mg/dia
  • Tipicamente tentar doses com incrementos de 75 mg por algumas semanas antes de incrementar mais 75 mg

Dicas para dosagem

  • Em todas as doses, ocorre bloqueio potente da recaptação de serotonina
  • Doses de 75 a 225 mg/dia podem ser predominantemente serotonérgicas em alguns pacientes, e agir na serotonina e norepinefrina de modo dual em outros
  • Doses de 225 a 375 mg/dia agem na serotonina e norepinefrina de modo dual na maioria dos pacientes
  • Assim, aqueles que não respondem a doses mais baixas devem tentar doses mais altas para assegurar os benefícios da ação dual de IRSN
  • Em doses muito altas (p. ex., > 375 mg/dia), a recaptação da dopamina também é bloqueada em alguns pacientes
  • Até 600 mg/dia foram dados para casos extremos
  • A venlafaxina possui um metabólito ativo, o O-desmetilenlafaxina (ODV), que é formado como resultado de CYP450 2D6
  • Assim, a inibição de CYP450 2D6 reduz a formação de ODV, mas isso é de importância clínica incerta
  • Considerar a verificação dos níveis plasmáticos de ODV e venlafaxina em não respondedores que toleram doses altas, e, se os níveis plasmáticos estiverem baixos, os especialistas podem prescrever, com prudência, doses acima de 375 mg/dia, mediante monitoramento atento
  • Não quebrar ou mastigar cápsulas de venlafaxina XR, pois isso alterará as propriedades de liberação controlada
  • Para pacientes com problemas graves de descontinuação de venlafaxina, poderá ser necessário reduzir a dose gradualmente durante muitos meses (i.e., reduzir a dose em 1% a cada 3 dias, triturando o comprimido e fazendo uma suspensão ou dissolvendo em 100 mL, descartando-se 1 mL e bebendo o restante; 3 a 7 dias mais tarde, descartam-se 2 mL, e assim por diante). Essa é uma forma de redução biológica da dose muito lenta e de dessensibilização comportamental (não para XR).
  • Para alguns pacientes com problemas graves de descontinuação de venlafaxina, poderá ser útil acrescentar um ISRS com uma meia-vida longa, especialmente fluoxetina, antes de reduzir a venlafaxina; durante a manutenção da dosagem de fluoxetina, primeiro reduzir a venlafaxina lentamente e depois reduzir a fluoxetina de modo gradual
  • Certificar-se de diferenciar entre a reemergência de sintomas que requerem reinstituição do tratamento de sintomas de retirada

Overdose

  • Pode ser letal; pode não causar sintomas; os possíveis sintomas incluem sedação, convulsões, batimento cardíaco acelerado
  • Dados de índice da toxicidade fatal do Reino Unido sugerem uma taxa mais alta de mortes por overdose com venlafaxina do que com ISRSs
  • É desconhecido se isso está relacionado a diferenças nos pacientes que recebem venlafaxina ou à toxicidade cardiovascular potencial da venlafaxina

Uso prolongado

  • Visitar o médico com regularidade para monitorar a pressão arterial, especialmente em doses > 225 mg/dia

Formação de hábito

  • Não

Como interromper

  • Reduzir a dose gradualmente para evitar os efeitos de retirada (tontura, náusea, cólicas estomacais, sudorese, formigamento, disestesias)
  • Muitos pacientes toleram redução de 50% da dose por 3 dias, depois outra redução de 50% por 3 dias, então descontinuação
  • Se surgirem sintomas de retirada durante a descontinuação, aumentar a dose para interromper os sintomas e depois reiniciar a retirada muito mais lentamente
  • Efeitos de retirada podem ser mais comuns ou mais graves com venlafaxina do que com alguns outros antidepressivos

Farmacocinética

  • A substância-mãe tem meia-vida de 3 a 7 horas
  • O metabólito ativo tem meia-vida de 9 a 13 horas
  • Alimentos não afetam a absorção

Mecanismos de interações medicamentosas

  • O tramadol aumenta o risco de convulsões em pacientes que estão tomando antidepressivo
  • Pode causar uma “síndrome serotonérgica” fatal quando combinada com IMAOs, portanto não usar com esses medicamentos ou por pelo menos 14 dias depois que tiverem sido interrompidos
  • Não iniciar um IMAO por pelo menos 5 meias-vidas (5 a 7 dias para a maioria das substâncias) depois da descontinuação de venlafaxina
  • Possível risco aumentado de sangramento, especialmente quando combinada com anticoagulantes (p. ex., varfarina, AINEs)
  • O uso concomitante com cimetidina pode reduzir a eliminação de venlafaxina e aumentar seus níveis
  • Teoricamente, pode interferir nas ações analgésicas da codeína ou com outros triptanos
  • Poucas interações medicamentosas adversas conhecidas

Outras advertências/precauções

  • Usar om cautela em pacientes com história de convulsões
  • Usar com cautela em pacientes com doença cardíaca
  • Usar com cautela em pacientes com transtorno bipolar, a menos que tratados concomitantemente com agentes estabilizadores do humor
  • Ao tratar crianças, ponderar cuidadosamente os riscos e benefícios do tratamento farmacológico em relação aos do não tratamento com antidepressivos e documentar isso no prontuário do paciente
  • Distribuir as brochuras fornecidas pela FDA e pelas companhias farmacêuticas
  • Alertar pacientes e seus cuidadores sobre a possibilidade de efeitos colaterais ativadores e aconselhá-los a relatar esses sintomas imediatamente
  • Monitorar os pacientes para a ativação de ideação suicida, especialmente crianças e adolescentes

Não usar

  • Se o paciente tiver glaucoma de ângulo fechado não controlado
  • Se o paciente estiver tomando um IMAO
  • Se houver uma alergia comprovada a venlafaxina

Potenciais vantagens e desvantagens

Potenciais vantagens

  • Pacientes com depressão retardada
  • Pacientes com depressão atípica
  • Pacientes com ansiedade comórbida
  • Pacientes com depressão podem ter taxas mais altas de remissão com IRSNs do que com ISRSs
  • Pacientes deprimidos com sintomas somáticos, fadiga e dor
  • Pacientes que não respondem ou têm remissão em tratamento com ISRSs

Potenciais desvantagens

  • Pacientes sensíveis a náusea
  • Pacientes com hipertensão limítrofe ou descontrolada
  • Pacientes com doença cardíaca

Dicas

  • Pode de ser efetiva em pacientes que não respondem a ISRSs, e pode ser um dos tratamentos preferidos para depressão resistente ao tratamento
  • Pode ser utilizada em combinação com outros antidepressivos para casos refratários ao tratamento
  • A formulação XR melhora a tolerabilidade, reduz a náusea e requer dosagem de apenas 1 vez por dia
  • Pode ser efetiva em um amplo espectro de transtornos de ansiedade
  • Pode ser efetiva em TDAH adulto
  • Não foi estudada em incontinência urinária por estresse
  • Tem maior potência para bloqueio da recaptação de serotonina do que para o da recaptação de norepinefrina, mas isso é de importância clínica pouco clara como característica diferenciadora de outros IRSNs
  • Estudos da ligação in vitro tendem a subestimar a potência in vivo para bloqueio da recaptação, já que não levam em consideração a presença de altas concentrações de um metabólito ativo, dosagem oral mais alta em mg ou a ligação mais baixa a proteínas, o que pode aumentar os níveis funcionais da substância nos sítios receptores
  • A variação efetiva da substância é ampla (i.e., de 75 a 375 mg em casos muito difíceis, e de até 600 mg ou mais em casos extremos)
  • Estudos preliminares em dor neuropática e fibromialgia sugerem eficácia potencial
  • A eficácia, bem como os efeitos colaterais (especialmente náusea e pressão arterial aumentada), são dose-dependentes
  • Aumentos na pressão arterial são raros com a formulação XR em dose de até 225 mg
  • Há mais reações de retirada relatadas na descontinuação do que para alguns outros antidepressivos
  • Pode ser útil para fogachos em mulheres na perimenopausa
  • Pode estar associada a taxas mais altas de remissão em depressão do que ISRSs
  • Devido a estudos recentes no Reino Unido que sugerem uma taxa mais alta de mortes por overdose com venlafaxina do que com ISRSs, e devido ao seu potencial para afetar a função cardíaca, a venlafaxina só pode ser prescrita no Reino Unido por médicos especialistas, e é contraindicada nesse país em pacientes com doença cardíaca
  • Os dados sobre overdose são de estudos de índice de toxicidade fatal, que não levam em conta as características do pacientes ou se o uso da substância como de primeira ou de segunda linha
  • A toxicidade da venlafaxina em overdose é menor do que a dos ADTs

Referência

Conteúdo originalmente publicado em: STAHL, S. M. Fundamentos de psicofarmacologia de Stahl: guia de prescrição. 6. ed. Porto Alegre: Artmed, 2019. 834 p.

Leituras sugeridas

Buckley NA, McManus PR. Fatal toxicity of serotonergic and other antidepressant drugs: analysis of United Kingdom mortality data. BMJ 2002;325:1332–3.

Cheeta S, Schifano F, Oyefeso A, Webb L, Ghodse AH. Antidepressant-related deaths and antidepressant prescriptions in England and Wales, 1998–2000. Br J Psychiatry 2004;184:41–7.

Davidson J, Watkins L, Owens M, et al. Effects of paroxetine and venlafaxine XR on heart rate variability in depression. J Clin Psychopharmacol 2005;25:480–4.

Hackett D. Venlafaxine XR in the treatment of anxiety. Acta Psychiatrica Scand 2000;406(Suppl):S30–5.

Sheehan DV. Attaining remission in generalized anxiety disorder: venlafaxine extended-release comparative data. J Clin Psychiatry 2001;62(Suppl 19):S26–31.

Smith D, Dempster C, Glanville J, Freemantle N, Anderson I. Efficacy and tolerability of venlafaxine compared with selective serotonin reuptake inhibitors and other antidepressants: a meta-analysis. Br J Psychiatry 2002;180:396–404.

Wellington K, Perry CM. Venlafaxine extended-release: a review of its use in the management of major depression. CNS Drugs 2001;15:643–9.

*Revisão dos nomes comerciais e apresentações

Felipe Mainka

Autores

Stephen M. Stahl