Venlafaxina | Populações especiais

Ver também

Insuficiência renal

  • Reduzir a dose em 25 a 50%
  • Pacientes em diálise não devem receber dose subsequente até que a diálise seja concluída

Insuficiência hepática

  • Reduzir a dose em 50%

Insuficiência cardíaca

  • A substância deve ser utilizada com cautela
  • A hipertensão deve ser controlada antes do início de venlafaxina e monitorada regularmente durante o tratamento
  • A venlafaxina tem um efeito dose-dependente no aumento da pressão arterial
  • A venlafaxina é contraindicada em pacientes com doença cardíaca no Reino Unido
  • A venlafaxina pode bloquear os canais iônicos cardíacos in vitro
  • A venlafaxina piora (reduz) a variabilidade da frequência cardíaca em depressão, talvez devido à inibição da recaptação de norepinefrina

Idosos

  • Alguns pacientes podem tolerar melhor doses mais baixas
  • O risco de SIADH com ISRSs é mais alto em idosos
  • Redução no risco de suicidalidade com antidepressivos em comparação ao placebo em adultos a partir dos 65 anos

Crianças e adolescentes

  • Ponderar cuidadosamente os riscos e benefícios do tratamento farmacológico em relação aos do não tratamento com antidepressivos e documentar isso no prontuário do paciente
  • Monitorar os pacientes pessoalmente com regularidade, em particular durante as primeiras semanas de tratamento
  • Usar com cautela, observando ativação de transtorno bipolar conhecido ou desconhecido e/ou ideação suicida, e informar os pais ou responsáveis desse risco para que possam ajudar a observar a criança ou adolescente
  • Não está especificamente aprovada, mas dados preliminares sugerem que a venlafaxina é efetiva em crianças e adolescentes com depressão, transtornos de ansiedade e TDAH

Gravidez

  • Válidas a partir de 30 de junho de 2015, a FDA norte-americana determina alterações no conteúdo e na forma das informações referentes a gravidez e lactação nos rótulos das substâncias de prescrição, incluindo a eliminação das categorias por letras para risco na gravidez; a Pregnancy and Lactation Labeling Rule (PLLR ou regra final) aplica-se somente a substâncias de prescrição e será introduzida gradualmente para substâncias aprovadas a partir de 30 de junho de 2001
  • Não foram conduzidos estudos controlados em gestantes
  • Em geral, não é recomendada para uso durante a gravidez, especialmente durante o primeiro trimestre
  • Entretanto, poderá ser necessário tratamento contínuo durante a gravidez, e não foi comprovado que seja prejudicial para o feto
  • Deve ser ponderado o risco do tratamento (desenvolvimento fetal de primeiro trimestre, parto de recém-nascido no terceiro trimestre) para a criança em relação ao do não tratamento (recorrência de depressão, saúde materna, vínculo com o bebê) para a mãe e a criança
  • Para muitas pacientes isso pode significar a continuidade do tratamento durante a gravidez
  • Recém-nascidos expostos a ISRSs ou IRSNs no final do terceiro trimestre desenvolveram complicações requerendo hospitalização prolongada, suporte respiratório e alimentação por sonda; os sintomas relatados são compatíveis com um efeito tóxico direto de ISRSs e IRSNs ou, possivelmente, uma síndrome de descontinuação da substância, incluindo sofrimento respiratório, cianose, apneia, convulsões, instabilidade da temperatura, dificuldade de alimentação, vômitos, hipoglicemia, hipotonia, hipertonia, hiper-reflexia, tremor, nervosismo, irritabilidade, choro constante

Amamentação

  • Alguma quantidade da substância é encontrada no leite materno
  • Vestígios da substância podem estar presentes em lactentes cujas mães estão fazendo uso de venlafaxina
  • Se a criança se tornar irritável ou sedada, poderá ser necessário descontinuar a amamentação ou a substância
  • O período pós-parto imediato é uma época de alto risco de depressão, especialmente em mulheres que tiveram episódios depressivos prévios, portanto poderá ser necessário reinstituir a substância no final do terceiro trimestre ou logo após o nascimento para prevenir uma recorrência durante o período pós-parto
  • Devem ser ponderados os benefícios da amamentação com os riscos e benefícios do tratamento com antidepressivo em relação aos do não tratamento para o bebê e a mãe
  • Para muitas pacientes, isso pode significar continuidade do tratamento durante a amamentação

Referência

Conteúdo originalmente publicado em: STAHL, S. M. Fundamentos de psicofarmacologia de Stahl: guia de prescrição. 6. ed. Porto Alegre: Artmed, 2019. 834 p.

Autores

Stephen M. Stahl