Ver também
Insuficiência renal
- A carbamazepina é secretada pelos rins, portanto poderá ser necessário reduzir a dose
Insuficiência hepática
- A substância deve ser utilizada com cautela
- Ocorreram casos raros de insuficiência hepática
Insuficiência cardíaca
- A substância deve ser utilizada com cautela
Idosos
- Alguns pacientes podem tolerar melhor doses mais baixas
- Pacientes idosos podem ser mais suscetíveis aos efeitos adversos
Crianças e adolescentes
- Aprovado o uso para epilepsia; a faixa terapêutica de carbamazepina total no plasma é considerada a mesma para crianças e adultos
- De 6 a 12 anos: dose inicial de 100 mg 2 vezes ao dia (comprimidos) ou meia colher de chá (50 mg) 4 vezes ao dia (suspensão); a cada semana, aumentar até 100 mg/dia em doses divididas (2 doses para formulação de liberação prolongada, 3 a 4 doses para todas as outras formulações); dose máxima geralmente de 1.000 mg/dia; dose de manutenção geralmente de 400 a 800 mg/dia
- Até os 5 anos: dose inicial de 10 a 20 mg/kg por dia em doses divididas (2 a 3 doses para formulações em comprimidos, 4 doses para suspensão); aumentar semanalmente conforme necessário; dose máxima geralmente de 35 mg/kg/dia
Gravidez
- Válidas a partir de 30 de junho de 2015, a FDA norte-americana determina alterações no conteúdo e na forma das informações referentes a gravidez e lactação nos rótulos das substâncias de prescrição, incluindo a eliminação das categorias por letras para risco na gravidez; a Pregnancy and Lactation Labeling Rule (PLLR ou regra final) aplica-se somente a substâncias de prescrição e será introduzida gradualmente para substâncias aprovadas a partir de 30 de junho de 2001
- O uso durante o primeiro trimestre pode aumentar o risco de defeitos no tubo neural (p. ex., espinha bífida) ou outras anomalias congênitas
- O uso em mulheres em idade reprodutiva requer ponderação dos benefícios potenciais para a mãe contra os riscos para o feto
- Se a substância for continuada, realizar testes para detectar defeitos congênitos
- Se a substância for continuada, começar com folato 1 mg/dia no início da gravidez para reduzir o risco de defeitos no tubo neural
- Antiepileptic Drug Pregnancy Registry: (888)233-2334
- O uso de anticonvulsivantes em combinação pode causar prevalência mais alta de efeitos teratogênicos do que monoterapia anticonvulsivante
- Reduzir a substância gradualmente se descontinuar
- Convulsões, mesmo que leves, podem causar danos ao embrião/feto
- Para pacientes bipolares, a carbamazepina deve geralmente ser descontinuada antes de gestações previstas
- Doença bipolar recorrente durante a gravidez pode ser muito perturbadora
- Para pacientes bipolares, devido ao risco de recaída no período pós-parto, poderá ser preciso reiniciar o tratamento com alguma forma de estabilizador do humor imediatamente após o parto se a paciente não for medicada durante a gravidez
- Antipsicóticos atípicos podem ser preferíveis a lítio ou anticonvulsivantes como carbamazepina se o tratamento de transtorno bipolar for necessário durante a gravidez
- Sintomas bipolares podem recorrer ou piorar durante a gravidez, e alguma forma de tratamento poderá ser necessária
Amamentação
- Alguma quantidade de substância é encontrada no leite materno
- Recomendado descontinuar a substância ou utilizar mamadeira
- Se a substância for continuada durante a amamentação, o bebê deve ser monitorado para possíveis efeitos adversos, incluindo efeitos hematológicos
- Se o bebê apresentar sinais de irritabilidade ou sedação, poderá ser necessário descontinuar a substância
- Alguns casos de convulsões neonatais, depressão respiratória, vômitos e diarreia foram relatados em bebês cujas mães receberam carbamazepina durante a gravidez
- O transtorno bipolar pode recorrer durante o período pós-parto, particularmente se houver história anterior de episódios pós-parto de depressão ou psicose
- As taxas de recaída podem ser mais baixas em mulheres que recebem tratamento profilático para episódios pós-parto de transtorno bipolar
- Antipsicóticos atípicos e anticonvulsivantes como valproato podem ser mais seguros do que carbamazepina no período pós-parto durante a amamentação
Referência
Conteúdo originalmente publicado em: STAHL, S. M. Fundamentos de psicofarmacologia de Stahl: guia de prescrição. 6. ed. Porto Alegre: Artmed, 2019. 834 p.
Autores
Stephen M. Stahl