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Gravidez
Há um estudo mostrando que a chance de teratogenicidade do alprazolam é pequena, mesmo em altas doses. Esse risco, porém, ainda não pode ser excluído.1 Assim como no caso de outros BZDs, crianças expostas ao alprazolam no período intrauterino ou por meio da lactação podem experimentar sintomas transitórios de abstinência após o término da exposição, como irritabilidade, tremores e inquietude.1 Caso a exposição ocorra no terceiro trimestre da gestação (principalmente no período mais próximo ao parto), pode causar a chamada síndrome do bebê hipotônico, que se caracteriza por letargia, hipotonia, hipotermia e baixa responsividade do bebê ao nascer. Bebês expostos a alprazolam intraútero devem ser monitorados em relação a esses sintomas. Em caso de uso imprescindível de BZDs nesse período, sugere-se o lorazepam, em razão da ausência de metabólitos ativos e de um aparente risco menor de sintomas de retirada.2 Categoria D da FDA.
Lactação
É excretado no leite, podendo produzir sonolência, hipotonia, apatia, letargia e dificuldade de sucção.3
Crianças
Apesar de bem tolerado, não existem, até o momento, evidências consistentes do benefício do uso de alprazolam no tratamento de qualquer transtorno em crianças.
Idosos
O alprazolam tem sido utilizado em idosos no tratamento de curto prazo do TP, em que eventualmente apresenta uma eficácia semelhante à da imipramina, com doses 50% menores do que as usadas em pacientes mais jovens portadores do transtorno.
Recomenda-se usar sempre a dose mais baixa que controle os sintomas, pois o metabolismo em geral é mais lento no idoso. Igualmente, supõe-se que concentrações plasmáticas mais elevadas sejam cumulativas e estejam associadas a quadros de agitação. O alprazolam pode ser iniciado com 0,25 mg, distribuídos em 2 ou 3 vezes ao dia. É necessário utilizar com cautela nessa população devido ao aumento do risco de tontura, incoordenação motora, quedas, fraturas e delirium.
Insuficiência hepática
Iniciar com doses menores, em torno de 0,25 mg, e, se for necessário o aumento da dose, fazê-lo de forma mais lenta.
Insuficiência renal
Não há ajuste descrito pelo fabricante.
Insuficiência cardíaca
Não há ajuste descrito pelo fabricante.
Referências
Conteúdo originalmente publicado em Cordioli AV; Gallois CB; Passos IC. Psicofármacos: consulta rápida. 6. ed. Porto Alegre: Artmed; 2023.
- Charney DS, Mihic SJ, Harris A. Hypnotics and sedatives. In: Brunton L, Lazo J, Parker K, editor. Goodman & Gilman’s: the pharmachological basis of therapeutics. 11th ed. New York: McGraw-Hill; 2005.
- Leufkens TR, Vermeeren A, Smink BE, van Ruitenbeek P, Ramaekers JG. Cognitive, psychomotor and actual driving performance after immediate and extended release formulations of alprazolam 1 mg. Psychopharmacology. 2007;191(4):951-9. PMID [17219217]
Organizadores
Aristides Volpato Cordioli
Carolina Benedetto Gallois
Ives Cavalcante Passos
Autores
Thiago Gatti Pianca