Ver também
Insuficiência renal
- Sem ajuste da dose para insuficiência leve a moderada
- Usar com cautela em pacientes com insuficiência grave
Insuficiência hepática
- Não deve ser utilizado em doses acima de 20 mg/dia
- Em alguns pacientes, poderá ser preciso dosar com cautela no extremo inferior da variação da dose para obter a tolerabilidade máxima
Insuficiência cardíaca
- Pode causar alterações anormais na atividade elétrica do coração em doses acima de 40 mg/dia
- O tratamento de depressão com ISRSs em pacientes com angina aguda ou depois de infarto do miocárdio pode reduzir eventos cardíacos e melhorar a sobrevida, assim como o humor
Idosos
- Doses acima de 20 mg/dia não devem ser utilizadas em pacientes com mais de 60 anos
- Em alguns pacientes, poderá ser preciso dosar no extremo inferior da variação da dose para obter a tolerabilidade máxima
- O risco de SIADH com ISRSs é mais alto em idosos
- O citalopram pode ser um ISRS especialmente bem tolerado em idosos
- Redução no risco de suicidalidade com antidepressivos em comparacão ao placebo em adultos acima de 65 anos
Crianças e adolescentes
- Ponderar cuidadosamente os riscos e benefícios do tratamento farmacológico em relação aos do não tratamento com antidepressivos e documentar isso no prontuário do paciente
- Monitorar os pacientes pessoalmente com regularidade, em particular, durante as primeiras semanas de tratamento
- Usar com cautela, observando a ativação de transtorno bipolar conhecido ou desconhecido e/ou ideação suicida, e informar os pais ou responsáveis desse risco para que possam ajudar a observar a criança ou adolescente
- Não especificamente aprovado, mas dados preliminares sugerem que o citalopram é seguro e eficaz em crianças e adolescentes com TOC e depressão
Gravidez
- Válidas a partir de 30 de junho de 2015, a FDA norte-americana determina alterações no conteúdo e na forma das informações referentes a gravidez e lactação nos rótulos das substâncias de prescrição, incluindo a eliminação das categorias por letras para risco na gravidez; a Pregnancy and Lactation Labeling Rule (PLLR ou regra final) aplica-se somente a substâncias de prescrição e será introduzida gradualmente para substâncias aprovadas a partir de 30 de junho de 2001
- Não foram conduzidos estudos controlados em gestantes
- Geralmente não recomendado para uso durante a gravidez, em especial durante o primeiro trimestre
- No entanto, poderá ser necessário tratamento contínuo durante a gravidez, e não foi comprovado se é prejudicial para o feto
- No parto poderá haver mais sangramento na mãe e irritabilidade ou sedação transitórias no recém-nascido
- Deve ser ponderado o risco do tratamento (desenvolvimento fetal do primeiro trimestre, parto do recém nascido no terceiro trimestre) para a criança contra o do não tratamento (recorrência de depressão, saúde materna, vínculo com o bebê) para a mãe e a criança
- Para muitas pacientes, isso pode significar a continuidade do tratamento durante a gravidez
- A exposição a ISRSs no início da gravidez pode estar associada a risco aumentado de defeitos cardíacos septais (o risco absoluto é pequeno)
- O uso de ISRS além da 20ª semana de gravidez pode estar associado a risco aumentado de hipertensão pulmonar em recém-nascidos, embora isso não esteja comprovado
- A exposição a ISRSs no fim da gravidez pode estar associada a risco aumentado de hipertensão gestacional e pré-eclâmpsia
- Recém-nascidos expostos a ISRSs ou IRSNs no fim do terceiro trimestre desenvolveram complicações que requerem hospitalização prolongada, suporte respiratório e alimentação por sonda; os sintomas relatados são compatíveis com um efeito tóxico direto de ISRSs e IRSNs ou, possivelmente, uma síndrome de descontinuação da substância, e incluem sofrimento respiratório, cianose, apneia, convulsões, instabilidade da temperatura, dificuldade alimentar, vômitos, hipoglicemia, hipotonia, hipertonia, hiper-reflexia, tremor, nervosismo, irritabilidade e choro constante
Amamentação
- É encontrada alguma quantidade da substância no leite materno
- Alguns vestígios podem estar presentes em lactentes cujas mães fazem uso de citalopram
- Se a criança se tornar irritável ou sedada, poderá ser necessário descontinuar a amamentação ou a substância
- O período pós-parto imediato é uma época de alto risco de depressão, especialmente em mulheres que tiveram episódios depressivos anteriormente, portanto, poderá ser necessário reinstituir a substância no fim do terceiro trimestre ou logo após o parto para prevenir recorrência durante o pós-parto
- Devem ser ponderados os benefícios da amamentação em relação aos riscos e benefícios do tratamento com antidepressivo versus não tratamento para o bebê e a mãe
- Para muitas pacientes, isso pode significar a continuidade do tratamento durante a amamentação
Referência
Conteúdo originalmente publicado em: STAHL, S. M. Fundamentos de psicofarmacologia de Stahl: guia de prescrição. 6. ed. Porto Alegre: Artmed, 2019. 834 p.
Autores
Stephen M. Stahl