Ver também
Insuficiência renal
- Usar com cautela; a substância pode se acumular
- A amissulprida é eliminada pela rota renal; em casos de insuficiência renal grave, a dose deve ser reduzida e deve-se considerar tratamento intermitente ou troca por outro antipsicótico
Insuficiência hepática
- Usar com cautela, mas geralmente não é necessária dose de ajuste
Insuficiência cardíaca
- A amissulprida produz um prolongamento do intervalo QTc dose-dependente que pode ser intensificado pela existência de bradicardia, hipocalemia e intervalo QTc longo congênito ou adquirido, os quais devem ser avaliados antes da administração de amissulprida
- Usar com cautela se tratar concomitantemente com uma medicação com probabilidade de produzir bradicardia prolongada, hipocalemia, lentificação da condução intracardíaca ou prolongamento do intervalo QTc
- Evitar amissulprida em pacientes com história de prolongamento de QTc, infarto agudo do miocárdio recente e insuficiência cardíaca descompensada
Idosos
- Alguns pacientes podem ser mais suscetíveis aos efeitos sedativos e hipotensores
- Embora antipsicóticos atípicos sejam comumente usados para transtornos comportamentais em demência, nenhum agente foi aprovado para tratamento de pacientes idosos com psicose relacionada a demência
- Pacientes idosos com psicose relacionada a demência tratados com antipsicóticos atípicos têm risco aumentado de morte em comparação ao placebo, e também têm risco aumentado de eventos cerebrovasculares
Crianças e adolescentes
- Eficácia e segurança não estabelecidas em pacientes com menos de 18 anos
Gravidez
- Embora estudos com animais não tenham apresentado efeitos teratogênicos, a amissulprida não é recomendada para uso durante a gravidez
- Existe o risco de movimentos musculares anormais e sintomas de abstinência em recém-nascidos cujas mães tomaram um antipsicótico durante o terceiro trimestre; os sintomas podem incluir agitação, tônus muscular anormalmente aumentado ou reduzido, tremor, sonolência, dificuldade grave para respirar e dificuldade alimentar
- Sintomas psicóticos podem piorar durante a gravidez, e poderá ser necessária alguma forma de tratamento
Amamentação
- Desconhecido se a amissulprida é secretada no leite humano, mas presume-se que todos os psicotrópicos sejam secretados no leite materno
- Recomendado descontinuar a substância ou usar mamadeira
Referência
Conteúdo originalmente publicado em: STAHL, S. M. Fundamentos de psicofarmacologia de Stahl: guia de prescrição. 6. ed. Porto Alegre: Artmed, 2019. 834 p.
Autores
Stephen M. Stahl