Ver também
Apresentações comerciais
Strattera (Eli Lilly)*
- Caixas com 7, 14 ou 30 cápsulas de 10 mg.
- Caixas com 7, 14 ou 30 cápsulas de 18 mg.
- Caixas com 7, 14 ou 30 cápsulas de 25 mg.
- Caixas com 7, 14 ou 30 cápsulas de 40 mg.
- Caixas com 7, 14 ou 30 cápsulas de 60 mg.
- Caixas com 7, 14 ou 30 cápsulas de 100 mg.
*Registro cancelado na Anvisa em 08/2016.
Modo de usar
Em crianças e adolescentes com peso inferior a 70 kg, a dose recomendada é de 1,2 mg/kg/dia, que deve ser iniciada com 0,5 mg/kg/dia e aumentada após um mínimo de 3 dias ou conforme a tolerabilidade. Parece não haver benefícios em aumentos superiores a 1,2 mg/kg/dia. A dose diária total em crianças e adolescentes não deve exceder 1,4 mg/kg ou 100 mg, o que for menor.
Em crianças e adolescentes com peso superior a 70 kg e adultos, iniciar com 40 mg/dia, passando para 80 mg/dia após um mínimo de 3 dias. Após 2 a 4 semanas, a dose pode ser aumentada para no máximo 100 mg/dia em pacientes que não obtiverem resposta adequada em doses mais baixas. A dose diária total máxima recomendada em crianças e adolescentes com mais de 70 kg e adultos é de 100 mg.
A atomoxetina deve ser usada em dose única pela manhã ou em 2 doses diárias, pela manhã e no fim da tarde, com ou sem alimentos.
Tempo para início de ação
Recomenda-se esperar até 8 semanas para avaliar a efetividade do medicamento, embora os primeiros efeitos já possam ser observados na primeira semana de uso.
Variação usual da dose
- Crianças: a dose diária recomendada é de cerca de 2 mg/kg/dia (intervalo de 0,4 a 3,2 mg/kg/dia) para o tratamento do TDAH.1
- Adultos: estudos naturalísticos estimam que a dose média (desvio-padrão) é de 68,5 (44,9) mg/dia.2
Não há evidências de melhora da eficácia da atomoxetina em doses maiores do que o padrão recomendado.
Modo de suspender
A atomoxetina não deve ser interrompida subitamente, pois pode produzir sintomas de abstinência indesejados. A dose deverá ser reduzida gradualmente ao longo do tempo.
Indicações
Evidências CONSISTENTES de eficácia
- TDAH em crianças, adolescentes e adultos.3
Evidências INCOMPLETAS de eficácia
- Sintomas de TDAH em crianças com TEA.1
Contraindicações
Absolutas
- Sensibilidade ao fármaco ou a quaisquer componentes da fórmula.
- Uso concomitante de IMAOs.
Relativas
- GAF.
- Risco de retenção urinária.
- FEO.
- Doença cardíaca, AVC, AITs.
- HAS não controlada.
Precauções e dicas
- É preciso ter precaução quando a administração de atomoxetina e a de outros fármacos que inibam a isoenzima CYP2D6, como a fluoxetina, a paroxetina e a quinidina, são concomitantes. Usar com cuidado em pacientes que sejam metabolizadores lentos (7% em brancos e 2% em negros). Nesses casos, ajustes na dose podem ser necessários.
- Em pacientes com insuficiência hepática, iniciar ou ter como alvo doses 75% menores do que as habituais nos casos graves e 50% menores do que as doses habituais nos casos moderados.
- A atomoxetina deve ser administrada com cuidado em pacientes que estejam utilizando fármacos que possam causar retenção urinária, como ADTs, ou em homens com prostatismo.
- Os pacientes que utilizam atomoxetina pela primeira vez devem evitar dirigir ou operar máquinas até terem certeza de que o medicamento não afeta a capacidade de realizar essas atividades.
- Observar crianças e adolescentes quanto a mudanças incomuns de humor ou comportamento, sobretudo durante os primeiros meses de terapia ou em mudanças de dose, devido ao risco aumentado de desenvolvimento de pensamentos suicidas nessa faixa etária com o uso de atomoxetina. Pesquisar história pregressa ou familiar de bipolaridade e/ou comportamentos suicidas.
- Atentar para sinais e sintomas de alteração hepática, devido à presença de relatos desse efeito colateral raro, mas grave. A atomoxetina já foi associada ao aumento acentuado das enzimas hepáticas e à icterícia com concentrações de bilirrubina significativamente elevadas, as quais normalizaram após a descontinuação do medicamento. A atomoxetina deve ser descontinuada em pacientes com icterícia ou evidência laboratorial de lesão hepática e não deve ser reiniciada.
- Eventos adversos cardíacos e vasculares graves, como morte súbita, AVC e IAM, já foram relatados com o uso de atomoxetina. Trata-se de reações raras, mas pacientes com história de anormalidades estruturais, tendência a arritmias, DAC, miocardiopatias e HAS devem ser monitorados cuidadosamente para avaliar a presença de doença cardíaca. Pacientes que desenvolvem sintomas como dor torácica ao esforço, síncope inexplicada ou outros sintomas sugestivos de doença cardíaca durante o tratamento com atomoxetina devem ser submetidos a uma avaliação cardíaca imediata.
- O uso de atomoxetina deve ser avaliado com cautela em pacientes cujas condições médicas subjacentes podem ser agravadas por aumentos na PA ou na FC, como pacientes com hipertensão, taquicardia ou doença cardiovascular ou cerebrovascular. A FC e a PA devem ser medidas antes do início do tratamento, após aumento de dose e periodicamente durante a terapia para detectar possíveis alterações clinicamente importantes.
- O crescimento em pacientes pediátricos deve ser monitorado ao longo do tratamento com atomoxetina, pois esse medicamento pode afetar os parâmetros de ganho de peso e altura durante o crescimento.
Referências
Conteúdo originalmente publicado em Cordioli AV; Gallois CB; Passos IC. Psicofármacos: consulta rápida. 6. ed. Porto Alegre: Artmed; 2023.
- Fu D, Wu DD, Guo HL, Hu YH, Xia Y, Ji X, et al. The mechanism, clinical efficacy, safety, and dosage regimen of atomoxetine for ADHD therapy in children: a narrative review. Front Psychiatry. 2022;12:780921. PMID [35222104]
- Kabul S, Alatorre C, Montejano LB, Farr AM, Clemow DB. Real-world dosing patterns of atomoxetine in adults with attention-deficit/hyperactivity disorder. CNS Neurosci Ther. 2015;21(12):936-42. PMID 26331467
- Cortese S, Adamo N, Del Giovane C, Mohr-Jensen C, Hayes AJ, Carucci S, et al. Comparative efficacy and tolerability of medications for attention-deficit hyperactivity disorder in children, adolescents, and adults: a systematic review and network meta-analysis. Lancet Psychiatry. 2018;5(9):727-38. PMID [30097390]
Organizadores
Aristides Volpato Cordioli
Carolina Benedetto Gallois
Ives Cavalcante Passos
Autores
Eduardo Schneider Vitola
Eugenio Horacio Grevet
Rafael Gomes Karam