Desvenlafaxina | Populações especiais

Ver também

Insuficiência renal

  • Para insuficiência moderada, a dose recomendada é de 50 mg/dia
  • Para insuficiência grave, a dose recomendada é de 50 mg/dia em dias alternados
  • Pacientes em diálise não devem receber a dose subsequente até que a diálise esteja concluída

Insuficiência hepática

  • Doses acima de 100 mg/dia não recomendadas

Insuficiência cardíaca

  • A substância deve ser utilizada com cautela
  • A hipertensão deve ser controlada antes de iniciar a desvenlafaxina e monitorada regularmente durante o tratamento
  • A desvenlafaxina tem um efeito dose-dependente de aumentar a pressão arterial
  • A desvenlafaxina é o metabólito aditivo de venlafaxina, que é contraindicada em pacientes com doença cardíaca no Reino Unido
  • A venlafaxina pode bloquear os canais iônicos cardíacos in vitro e piora (i.e., reduz) a variabilidade da frequência cardíaca na depressão, talvez devido à inibição da recaptação de norepinefrina

Idosos

  • Alguns pacientes podem tolerar melhor doses mais baixas
  • O risco de SIADH com ISRSs é mais alto nos idosos
  • Redução do risco de suicidalidade com antidepressivos em comparação ao placebo em adultos com mais de 65 anos

Crianças e adolescentes

  • Ponderar cuidadosamente os riscos e benefícios do tratamento farmacológico em relação aos do não tratamento com antidepressivos e documentar no prontuário do paciente
  • Monitorar os pacientes pessoalmente com regularidade, em particular durante as primeiras semanas de tratamento
  • Usar com cautela, observando a ativação de transtorno bipolar conhecido ou desconhecido e/ou ideação suicida, e informar os pais ou responsáveis desse risco para que possam ajudar a observar a criança ou adolescente

Gravidez

  • Válidas a partir de 30 de junho de 2015, a FDA norte-americana determina alterações no conteúdo e na forma das informações referentes a gravidez e lactação nos rótulos das substâncias de prescrição, incluindo a eliminação das categorias por letras para risco na gravidez; a Pregnancy and Lactation Labeling Rule (PLLR ou regra final) aplica-se somente a substâncias de prescrição e será introduzida gradualmente para substâncias aprovadas a partir de 30 de junho de 2001
  • Não foram conduzidos estudos controlados em gestantes
  • Geralmente não recomendado para uso durante a gravidez, sobretudo durante o primeiro trimestre
  • Entretanto, poderá ser necessário tratamento contínuo durante a gravidez, e não foi comprovado se é prejudicial para o feto
  • Deve ser ponderado o risco do tratamento (desenvolvimento fetal do primeiro trimestre, parto do recém-nascido no terceiro trimestre) para a criança em relação ao do não tratamento (recorrência de depressão, saúde materna, vínculo com o bebê) para a mãe e a criança
  • Para muitas pacientes isso pode significar a continuidade do tratamento durante a gravidez
  • A exposição a ISRSs no final da gravidez pode estar associada ao risco aumentado de hipertensão gestacional e pré-eclâmpsia
  • Recém-nascidos expostos a ISRSs ou IRSNs no fim do terceiro trimestre desenvolveram complicações que requerem hospitalização prolongada, suporte respiratório e alimentação por sonda; os sintomas relatados são compatíveis com um efeito tóxico direto de ISRSs ou IRSNs ou, possivelmente, uma síndrome de descontinuação da substância, incluindo sofrimento respiratório, cianose, apneia, convulsões, instabilidade da temperatura, dificuldade de alimentação, vômitos, hipoglicemia, hipotonia, hipertonia, hiper-reflexia, tremor, nervosismo, irritabilidade e choro constante

Amamentação

  • Alguma quantidade da substância é encontrada no leite materno
  • Alguns vestígios podem estar presentes em crianças em aleitamento cujas mães estão fazendo uso de desvenlafaxina
  • Se a criança se tornar irritável ou sedada, poderá ser preciso descontinuar a amamentação ou a substância
  • O período pós-parto imediato é uma época de alto rico para depressão, especialmente em mulheres que tiveram episódios depressivos prévios, portanto poderá ser necessário reinstituir a substância no fim do terceiro trimestre ou logo após o parto para prevenir recorrência durante o período pós-parto
  • Devem ser ponderados os benefícios da amamentação com os riscos e benefícios do tratamento antidepressivo versus não tratamento do bebê e da mãe
  • Para muitas pacientes, isso pode significar a continuidade do tratamento durante a amamentação

Referência

Conteúdo originalmente publicado em: STAHL, S. M. Fundamentos de psicofarmacologia de Stahl: guia de prescrição. 6. ed. Porto Alegre: Artmed, 2019. 834 p.

Autores

Stephen M. Stahl