Ver também Alterações oculares.
Sobre
É a opacificação total ou parcial do cristalino ou de sua cápsula que prejudica o desempenho visual. Há indícios de que a catarata possa surgir em decorrência do uso de psicofármacos, porém isso é controverso. Uma pesquisa com 620.000 adultos que receberam quetiapina identificou um risco de incidência de catarata de 0,005%, significativamente menor do que a taxa básica na população geral (0,2%). Alguns APGs, incluindo fenotiazinas e haloperidol, também foram eleitos como possíveis causas de catarata, embora a validade de tais associações permaneça controversa.1
Em relação aos antidepressivos, um estudo encontrou aumento do risco de catarata no seguimento de dois anos com fluvoxamina, paroxetina e venlafaxina.2
Referências
Conteúdo originalmente publicado em Cordioli AV; Gallois CB; Passos IC. Psicofármacos: consulta rápida. 6. ed. Porto Alegre: Artmed; 2023.
- Ludwig VM, Sauer C, Young AH, Rucker J, Bauer M, Findeis H, et al. Cardiovascular effects of combining subcutaneous or intravenous esketamine and the MAO inhibitor tranylcypromine for the treatment of depression: a retrospective cohort study. CNS Drugs. 2021;35(8):881-92. PMID [34283390]
- Shahzad S, Suleman MI, Shahab H, Mazour I, Kaur A, Rudzinskiy P, et al. Cataract occurrence with antipsychotic drugs. Psychosomatics. 2002;43(5):354-9. PMID [12297603]
Organizadores
Aristides Volpato Cordioli
Carolina Benedetto Gallois
Ives Cavalcante Passos
Autores
Eduardo Trachtenberg
Deborah Grisolia Fuzina
Everton Silva
Giorgia Lionço Pellini
Giovanni Michele Rech
Pedro Lopes Ritter
Vinicius Martins Costa
Aristides Volpato Cordioli