Ver também
Apresentações comerciais
Parlodel (Novartis)
- Caixas com 14 ou 28 comprimidos de 2,5 mg.
Modo de usar
A bromocriptina deve ser iniciada com baixas doses, aumentadas gradualmente, e ser dividida em várias tomadas. Deve ser administrada, de preferência, com as refeições, de modo a evitar náuseas e vômitos.
Para o tratamento da doença de Parkinson, preconiza-se iniciar com a dose de 1,25 ou 2,5 mg/dia, preferencialmente à noite, aumentando 2,5 mg em dias alternados, dividida em 2 a 3 tomadas. Em doentes com perturbações motoras sujeitos à terapêutica com levodopa, sugere-se a redução da dosagem de levodopa antes do início do tratamento com bromocriptina.
No prolactinoma, inicia-se com 1/2 comprimido, 2 ou 3 vezes ao dia, aumentando gradualmente até a supressão adequada da prolactina plasmática.
Para o tratamento da SNM, pode ser usada uma dose inicial de 5 mg, seguida de 2,5 mg a cada 8 horas, até a resolução dos sintomas.
Tempo para início de ação
Sete dias após atingir-se a dose-alvo costumam ser suficientes para avaliar o início da resposta da bromocriptina. Na doença de Parkinson, obtém-se uma resposta terapêutica adequada ao fim de 6 a 8 semanas de tratamento.
Variação usual da dose
- Doença de Parkinson: a posologia habitual, em monoterapia ou em terapia associada, é de 10 a 40 mg.
- Prolactinoma: a resposta costuma se dar com doses de 40 a 80 mg.
- SNM: 10 mg/dia costumam ser suficientes.
Modo de suspender
A bromocriptina deve ser retirada gradualmente na suspensão para reduzir o risco de SNM e psicose.
Indicações
Evidências CONSISTENTES de eficácia
- DM tipo II.1
- Prolactinoma.2
Evidências INCOMPLETAS de eficácia
- SNM.
- Doença de Parkinson (em monoterapia nos estágios iniciais3,4 e associada à levodopa nas fases mais tardias).5
Obs.: Na endocrinologia, é usada para controle de estados hiperprolactinêmicos na infertilidade, amenorreia e hipogonadismo masculino. Em obstetrícia, como alternativa para interrupção do aleitamento.
Contraindicações
Absolutas
- Reação alérgica ao fármaco.
- Hipertensão não controlada.
- Coronariopatia grave.
- Doença vascular periférica grave.
Relativas
- Psicose.
Precauções e dicas
- A bromocriptina pode desencadear um quadro psicótico, com duração de 2 a 6 semanas após sua suspensão.
- Por ocasionar hipotensão postural, deve-se ter cuidado com a mudança de decúbito, para prevenir quedas e fraturas (principalmente em idosos).
- Pode ocasionar náusea, vômito e dor epigástrica e, consequentemente, piorar um quadro de úlcera péptica, levando a sangramento digestivo.
- Pode causar vasospasmo e predispor ao aparecimento de angina e IAM em pacientes com doença arterial coronariana preexistente.
Referências
Conteúdo originalmente publicado em Cordioli AV; Gallois CB; Passos IC. Psicofármacos: consulta rápida. 6. ed. Porto Alegre: Artmed; 2023.
- Gaziano JM, Cincotta AH, O’Connor CM, Ezrokhi M, Rutty D, Ma ZJ, et al. Randomized clinical trial of quick-release bromocriptine among patients with type 2 diabetes on overall safety and cardiovascular outcomes. Diabetes Care. 2010;33(7):1503-8. PMID [20332352]
- Wang AT, Mullan RJ, Lane MA, Hazem A, Prasad C, Gathaiya NW, et al. Treatment of hyperprolactinemia: a systematic review and meta-analysis. Cochrane Database Syst Rev. 2011;(12):CD003352. PMID [22161376]
- van Hilten J, Ramaker CC, Stowe R, Ives NJ. Bromocriptine versus levodopa in early Parkinson’s disease. Cochrane Database Syst Rev. 2007;2007(4):CD002258. PMID [17943771]
- van Hilten J, Ramaker CC, Stowe R, Ives NJ. Bromocriptine/levodopa combined versus levodopa alone for early Parkinson’s disease. Cochrane Database Syst Rev. 2007;2007(4):CD003634. PMID [17943795]
- Lebrun-Frenay C, Borg M. Choosing the right dopamine agonist for patients with Parkinson’s disease. Curr Med Res Opin. 2002;18(4):209-14. PMID [12201621]
Organizadores
Aristides Volpato Cordioli
Carolina Benedetto Gallois
Ives Cavalcante Passos
Autores
Ana Paula Mezacaza Filippon