Ver também
Apresentações comerciais
Campral (Merck)*
- Caixas com 84 comprimidos de 333 mg.*
*Este medicamento não é comercializado no Brasil desde 2007.
Modo de usar
A administração de acamprosato pode começar logo após a desintoxicação de álcool, pois as concentrações terapêuticas são atingidas em torno de 7 dias após o início de seu uso. A dose utilizada para o tratamento é de 666 mg, 3 vezes ao dia. Para pacientes com menos de 60 kg, é indicada dose de 666 mg, 2 vezes ao dia. O acamprosato não deve ser administrado com as refeições, pois isso prejudica sua absorção no trato gastrintestinal. É preciso ressaltar que o acamprosato não deve ser utilizado para tratar sintomas relacionados à abstinência alcoólica. Os pacientes devem demonstrar um compromisso de se manter em abstinência, e o uso do fármaco deve fazer parte de um programa mais amplo de tratamento, envolvendo aconselhamento psicológico e participação em grupos de apoio.1
Tempo para início de ação
Demonstrou eficácia em ensaios com duração entre 13 e 52 semanas.2
Variação usual da dose
A dose recomendada é de 666 mg, 3 vezes ao dia, não sendo necessária titulação. Pode ser reduzida para 666 mg, 2 vezes ao dia, conforme o peso do paciente.2
Modo de suspender
Não é necessário reduzir a dose gradualmente.2
Indicações
Evidências CONSISTENTES de eficácia
- Dependência de álcool.3-7
Evidências INCOMPLETAS de eficácia
- Transtorno do jogo.8
- Zumbido.9
Contraindicações
- IR grave.
- Insuficiência hepática grave.
- Hipersensibilidade ao medicamento.
Precauções e dicas
- Os alimentos podem retardar a absorção do acamprosato; portanto, ele não deve ser ingerido com as refeições.
- O acamprosato não deve ser utilizado no tratamento dos sintomas de abstinência de álcool.
- É recomendado monitorar os pacientes quanto ao surgimento de ideação suicida.2
Referências
Conteúdo originalmente publicado em Cordioli AV; Gallois CB; Passos IC. Psicofármacos: consulta rápida. 6. ed. Porto Alegre: Artmed; 2023.
- Saivin S, Hulot T, Chabac S, Potgieter A, Durbin P, Houin G. Clinical pharmacokinetics of acamprosate. Clin Pharmacokinet. 1998;35(5):331-45. PMID [9839087]
- Stahl SM. Fundamentos de psicofarmacologia de Stahl: guia de prescrição. 6. ed. Porto Alegre: Artmed; 2019.
- Baltieri DA, Andrade AG. Efficacy of acamprosate in the treatment of alcohol-dependent outpatients. Braz J Psychiatry. 2003;25(3):156-9. PMID [12975689]
- Mann K, Lehert P, Morgan MY. The efficacy of acamprosate in the maintenance of abstinence in alcohol-dependent individual: results of a meta-analysis. Alcohol Clin Exp Res. 2004;28(1):51-63. PMID [14745302]
- Bouza C, Angeles M, Muñoz A, Amate JM. Efficacy and safety of naltrexone and acamprosate in the treatment of alcohol dependence: a systematic review. Addiction. 2004;99(7):811-28. PMID [15200577]
- Maisel NC, Blodgett JC, Wilbourne PL, Humphreys K, Finney JW. Meta-analysis of naltrexone and acamprosate for treating alcohol use disorders: when are these medications most helpful? Addiction. 2013;108(2):275-93. PMID [23075288]
- Chick J, Howlett H, Morgan MY, Ritson B. United Kington Multicentre Acamprosate Study (UKMAS): a 6-month prospective study of acamprosate versus placebo in preventing relapsed after withdrawal from alcohol. Alcohol Alcohol. 2000;35(2):176-87. PMID [10787394]
- Black DW, McNeilly DP, Burke WJ, Shaw MC, Allen J. An open-label trial of acamprosate in the treatment of pathological gambling. Ann Clin Psychiatry. 2011;23(4):250-6. PMID [22073381]
- Azevedo AA, Figueiredo RR. Tinnitus treatment with acamprosate: double-blind study. Braz J Otorhinolaryngol. 2005;71(5):618-23. PMID [16612523]
Organizadores
Aristides Volpato Cordioli
Carolina Benedetto Gallois
Ives Cavalcante Passos
Autores
Bibiana Bolten Lucion Loreto