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Apresentações comerciais
Fish oil/óleo de peixe/ômega-3
- Caixas com 45 ou 60 cápsulas de 500 mg (Bionatus, Vitalab).
- Caixas com 30, 60, 120 ou 180 cápsulas de 1.000 mg (Catarinense, Equaliv, Sundown, Vitafor).
Modo de usar
As apresentações variam bastante em relação à dose individual por cápsula (250 mg a 2.000 mg/cápsula), assim como a proporção entre ácidos graxos EPA/DHA presentes no suplemento. De modo geral, recomenda-se o uso junto às refeições em tomada única diária, mas é possível fracionar conforme tolerância.
Tempo para início de ação
A duração dos estudos avaliando os efeitos do ômega-3 para diferentes transtornos varia de 4 a 24 semanas.1
Variação usual da dose
A posologia empregada nos ensaios clínicos apresenta grande variabilidade de dose. As evidências mais recentes têm sido favoráveis ao uso de EPA puro ou na combinação com DHA na proporção de 2:1. É recomendado o uso de doses de EPA superiores a 1 a 2 g/dia.
Modo de suspender
Não há necessidade de reduzir gradualmente o medicamento.
Indicações
Evidências INCOMPLETAS de eficácia
- Profilaxia na esquizofrenia e em outros transtornos psicóticos em grupos de alto risco.
- Tratamento adjuvante na esquizofrenia e em outros transtornos psicóticos.
- Tratamento adjuvante ou em monoterapia no TDM.
- Tratamento adjuvante associado ao estabilizador de humor na depressão bipolar.
- Tratamento adjuvante no TDAH.
- Tratamento adjuvante no TEA.
- Tratamento adjuvante no transtorno da personalidade borderline.
Contraindicações
- Hipersensibilidade ao fármaco ou a qualquer componente de sua formulação.
- Alergia a peixe ou frutos do mar.
Precauções e dicas
- Suplementos de ômega-3 devem ser evitados em pacientes com história de alergia a peixe ou frutos do mar.
- Aumento do tempo de sangramento tem sido observado em alguns ensaios com ômega-3, sendo indicada precaução no uso em pacientes com coagulopatia ou em tratamento com anticoagulantes. Em pacientes usando varfarina, observar alterações de INR após o início do tratamento e/ou em mudanças de dose de ômega-3.
- FA ou flutter podem ocorrer em pacientes com FA persistente ou paroxística.
- Há, na literatura, dados de fraca evidência de associação entre ácidos graxos ômega-3 e o risco de alguns tipos de câncer, entre eles câncer de fígado, câncer de mama, câncer de próstata, tumor cerebral, câncer endometrial e câncer de pele. Nenhuma metanálise demonstrou dados altamente sugestivos, convincentes ou de evidência sugestiva de associação, com várias limitações. Dessa forma, é prudente que a suplementação dietética com ômega-3 em pacientes com risco aumentado de câncer ou já portadores da doença seja feita com cuidado, avaliando-se os riscos e os benefícios do tratamento.2
Referências
Conteúdo originalmente publicado em Cordioli AV; Gallois CB; Passos IC. Psicofármacos: consulta rápida. 6. ed. Porto Alegre: Artmed; 2023.
- Bozzatello P, Blua C, Rocca P, Bellino S. Mental health in childhood and adolescence: the role of polyunsaturated fatty acids. Biomedicines. 2021;9(8):850. PMID [34440053]
- Lee KH, Seong HJ, Kim G, Jeong GH, Kim JY, Park H, et al. Consumption of fish and ω-3 fatty acids and cancer risk: an umbrella review of meta-analyses of observational studies. Adv Nutr. 2020;11(5):1134-49. PMID [32488249]
Organizadores
Aristides Volpato Cordioli
Carolina Benedetto Gallois
Ives Cavalcante Passos
Autores
Leonardo de Almeida Sodré