Farmacoterapia (monoterapia): terapia de segunda linha para tratamento da insônia crônica
A farmacoterapia isolada só deve ser considerada em casos nos quais não haja disponibilidade de intervenção de TCCi.
Escolha do fármaco
- Levar em consideração efeitos adversos e risco de dependência!
- Prioridade para fármacos com indicação para insônia (ver tratamento de Insônia aguda).
- Uso de outros fármacos apenas se indicação psiquiátrica por outra categoria diagnóstica
Sedativos não benzodiazepínicos
- Insônia inicial
- Zolpidem: 5-10 mg/noite
- Zopiclona: 3,75-7,5 mg/noite
- Eszopiclona: 1-3 mg/noite
- Insônia de manutenção/final
- Zolpidem
- Sublingual – para uso durante a noite: 5 mg/noite
- Liberação prolongada: 6,25-12,5 mg/noite
- Zopiclona: 3,75-7,5 mg/noite
- Eszopiclona: 1-3 mg/noite
- Zolpidem
Sedativos benzodiazepínicos
- Insônia inicial/de manutenção/final
- Optar por fármacos de meia-vida curta ou intermediária
Outros fármacos
- Insônia inicial
- Ramelteona: 8 mg/noite
- Insônia de manutenção/final
- Doxepina: 3-6 mg/noite
- Insônia inicial/de manutenção/final + indicação por transtorno psiquiátrico comórbido
- Trazodona: 25-100 mg/noite
- Amitriptilina: 10-50 mg/noite
- Mirtazapina: 15-45 mg/noite
- Agomelatina: 25- 50 mg/noite
- Quetiapina, olanzapina, pregabalina, gabapentina – dose de acordo com a indicação para o quadro comórbido
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Autores
Felipe Gutiérrez Carvalho
Alicia Carissimi
Luisa Klaus Pilz
Benicio N. Frey
Maria Paz Loayza Hidalgo