Ver também Hipertireoidismo e Hipotireoidismo.
Sobre
Os antidepressivos tricíclicos, os antipsicóticos fenotiazínicos e, sobretudo, o lítio podem influenciar o funcionamento da tireoide. Esses efeitos devem-se a interações em diferentes partes da biossíntese hormonal: alteração na captação de iodo pelas células tireoidianas, redução da disponibilidade para a síntese hormonal, inibição da atividade da peroxidase e consequente inibição da síntese de T3 e T4 ou aumento da transformação de T4 em T3 ou em T4 livre. Os antidepressivos tricíclicos interferem, ainda, no eixo hipotalâmico-hipofisário-tireoidiano via sistemas noradrenérgico e serotonérgico, podendo, desse modo, diminuir as concentrações séricas de T4 e T3, respectivamente. As fenotiazinas podem causar hipotireoidismo autoimune, via produção de anticorpos antitireoglobulina ou antitireoperoxidase.
Apesar de raro, o lítio pode levar a um quadro de hipertireoidismo, sendo muito mais comum o hipotireoidismo com esse fármaco. Hipotireoidismo subclínico pode ocorrer com o uso de ácido valproico, principalmente em crianças e adolescentes. A carbamazepina pode diminuir de forma reversível a concentração dos hormônios da tireoide.
Manejo
Ver Hipertireoidismo e Hipotireoidismo.
Referência
Conteúdo originalmente publicado em Cordioli AV; Gallois CB; Passos IC. Psicofármacos: consulta rápida. 6. ed. Porto Alegre: Artmed; 2023.
Organizadores
Aristides Volpato Cordioli
Carolina Benedetto Gallois
Ives Cavalcante Passos
Autores
Eduardo Trachtenberg
Deborah Grisolia Fuzina
Everton Silva
Giorgia Lionço Pellini
Giovanni Michele Rech
Pedro Lopes Ritter
Vinicius Martins Costa
Aristides Volpato Cordioli