Ver Hipotireoidismo e Hipertireoidismo
Psicofármacos envolvidos
Os antidepressivos tricíclicos (ADTs), os antipsicóticos (APs) fenotiazínicos e, sobretudo, o lítio podem influenciar no funcionamento da tireoide.
Esses efeitos devem-se a interações em diferentes partes da biossíntese hormonal: alteração na captação de iodo pelas células tireoidianas, redução da disponibilidade para a síntese hormonal, inibição da atividade da peroxidase e consequente inibição da síntese de tri-iodotironina (T3) e tiroxina (T4) ou aumento da transformação de T4 em T3 ou em T4 livre.
Os ADTs interferem, ainda, no eixo hipotalâmico-hipofisário-tireoidiano via sistemas noradrenérgico e serotonérgico, podendo, desse modo, diminuir os níveis séricos de T4 e T3, respectivamente.
Os fenotiazínicos podem causar hipotireoidismo autoimune, via produção de anticorpos antitireoglobulina ou antiperoxidase.
Raramente, o lítio pode levar a um quadro de hipertireoidismo.
Hipotireoidismo subclínico pode ocorrer com o uso de ácido valproico (AVP), principalmente em crianças e adolescentes.
A carbamazepina pode diminuir, de forma reversível, o nível dos hormônios da tireoide.
Manejo
- Ver o manejo em Hipotireoidismo e Hipertireoidismo.
Referência
Conteúdo originalmente publicado em: CORDIOLI, A. V.; GALLOIS, C. B.; ISOLAN, L. (Org.). Psicofármacos: consulta rápida. 5. ed. Porto Alegre: Artmed, 2015.
Autores
Carolina Benedetto Gallois
Luciana Lopes Moreira
Lúcio Cardon
Mário Tregnago Barcellos
Pedro Lopes Ritter
Aristides Volpato Cordioli