Ver também
Insuficiência renal
- É preciso cautela em pacientes com insuficiência renal grave.
Insuficiência hepática
- Os BZDs podem desencadear episódios de encefalopatia hepática em pacientes com insuficiência hepática grave.
- Deve-se ter especial cuidado ao administrar bromazepam a pacientes com insuficiência hepática leve a moderada.
Insuficiência cardíaca
- É necessário cautela ao prescrevê-lo a pacientes com função cardíaca prejudicada.
Idosos
- Exige cuidadosa avaliação da relação risco-benefício.
- Alterações metabólicas, como a redução da excreção renal e do metabolismo hepático e a perda de massa muscular associada ao aumento de gordura, geram um incremento dos níveis plasmáticos e da meia-vida do fármaco, elevando o risco de sonolência diurna, quedas e déficit cognitivo.
- Sugere-se o uso de doses menores, geralmente 50% das doses normais dos adultos jovens, e, ao longo do tratamento, recomenda-se ajustar a dosagem de acordo com a resposta individual.
- Em idosos, é recomendado o uso preferencial de BZDs de metabolização mais rápida (p. ex., alprazolam e lorazepam), mas ainda não há comprovação de que tal estratégia possa reduzir os efeitos potencialmente nocivos desses fármacos.
Crianças e adolescentes
- Não há estudos extensos sobre a administração de bromazepam em crianças, tornando-o pouco recomendável. Entretanto, relatos sugerem que, em caso de decisão por seu uso, a dose deve ser ajustada de acordo com o peso corporal, com boa tolerância de 0,1 a 0,3 mg/kg.
- Em geral, as crianças são como os idosos, mais sensíveis aos efeitos colaterais dos BZDs devido à metabolização mais lenta.
- Pode haver excitação paradoxal, especialmente em crianças hipercinéticas.
Gravidez
- Embora não tenha sido constatado potencial teratogênico do bromazepam, seu uso não é recomendado. Categoria D da FDA.
- O uso no 2º e 3º trimestres de gestação pode ocasionar sintomas de abstinência neonatais (irritabilidade, tremores, diarreia e vômito), assim como a chamada síndrome do bebê hipotônico, caracterizada por hipotonia, letargia e dificuldade de sucção. Também pode deprimir o SNC dos recém-nascidos, em especial os prematuros.
Amamentação
- É excretado no leite, podendo produzir sonolência, apatia e letargia nos bebês.
- Se houver necessidade de tratamento prolongado com bromazepam em altas doses, interromper o aleitamento materno.
Referência
Conteúdo adaptado e ampliado de Henriques AA, Filippon APM, Padua AC, Kruter BC, Mattevi BS, Gallois CB, et al. Medicamentos: informações básicas. In: Cordioli A, Gallois CB, Isolan L, organizadores. Psicofármacos: consulta rápida. 5. ed. Porto Alegre: Artmed; 2015. p. 28-352.
Autores
Malu Joyce de Amorim Macedo