Epidemiologia
A degeneração lobar frontotemporal (DLFT) é a terceira causa de demência neurodegenerativa.
Classificação e fisiopatologia
Sua principal característica é a degeneração dos lobos frontais e temporais. A maioria dos casos é causada por agregados intracelulares de proteína tau.
Manifestações clínicas
- A variante clínica mais frequente da DLFT é a demência frontotemporal comportamental (cDFT).
- Essa variante se caracteriza por alteração do comportamento e da personalidade, assim como prejuízo das funções executivas.
- Os pacientes tornam-se mais apáticos e letárgicos. Pode haver desinibição e comportamento social inadequado. É comum uma relativa preservação da memória.
Diagnóstico
- O diagnóstico é essencialmente clínico, sendo a alteração comportamental e a redução das funções executivas e/ou linguagem os marcos da doença.
- Os exames de imagem demonstrarão atrofia com predomínio nas regiões frontal e/ou frontotemporal.
Utilize o Miniexame do estado mental para avaliar a função cognitiva.
Referência
Conteúdo originalmente publicado em: Martins S, Souza AC, Carbonera LA, Fernandes GC, Cuervo DLM, Massena JRH. Neurologia. In: Stefani SD, Barros E, organizadores. Clínica médica: consulta rápida. 5. ed. Porto Alegre: Artmed; 2020. p. 347-376.
Autores
Sheila Martins
Ana Claudia de Souza
Leonardo Augusto Carbonera
Gustavo Costa Fernandes
Daissy Liliana Mora Cuervo
João Ricardo Hass Massena