Psicoterapia no transtorno de déficit de atenção/hiperatividade – Técnicas cognitivas: Exemplo clínico 2
F., 14 anos, após avaliação cuidadosa, é diagnosticada com transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (TDAH) de apresentação desatenta e baixa autoestima.
Inicia uso de psicoestimulante. Na primeira semana, seus pais já percebem melhora quanto à organização de seu quarto e ao cuidado com seus materiais escolares.
Embora as melhoras comecem a aparecer, F. diz: “Tenho que tirar notas acima de 8 como combinei com meus pais, mas não gosto de estudar. Sou burra. Nunca vou conseguir tirar notas boas” (Tabela 1).
TABELA 1 | REESTRUTURAÇÃO COGNITIVA (ABC DE ELLIS) PARA O EXEMPLO DE CASO DE F. | ||||
SITUAÇÃO ATIVADORA - A Necessidade de estudo devido à avaliação no dia seguinte | ||||
PENSAMENTOS AUTOMÁTICOS - B “Tenho que tirar notas acima de 8.” “Sou burra.” | ||||
CONSEQUÊNCIAS - C
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PENSAMENTO NOVO - B NOVO “Todas as notas que recebi até agora foram boas.” | ||||
CONSEQUÊNCIAS NOVAS - C NOVO Sentimento: calma Comportamento: estuda mais Reações fisiológicas: sem alterações |
Referência
Conteúdo publicado originalmente em: CORDIOLI, A. V.; GREVET, E. H. (Orgs.). Psicoterapias: abordagens atuais. 4. ed. Porto Alegre: Artmed, 2019. 800 p.
Autores
Katiane Silva
Liseane Carraro Lyszkowski
Luis Augusto Rohde
Eugenio Horacio Grevet