Sobre
Há aumento de risco de eventos encefálicos isquêmicos com uso de antipsicóticos típicos e atípicos.
Novos antipsicóticos atípicos (lurasidona, aripiprazol) ainda não apresentam evidências consistentes de diminuição ou aumento de risco de AVCs especificamente, muito embora apresentem melhora de perfil metabólico, o que pode contribuir para melhorar esse desfecho.
Manejo
- Avaliar o risco de doença vascular de base e a relação risco-benefício do uso de antipsicóticos, principalmente na população idosa com transtornos neurocognitivos.
- Em pacientes com diversos fatores de risco (AVC prévio, obesidade, diabetes melito, dislipidemia), avaliar risco-benefício de transição para antipsicóticos atípicos com menor efeito metabólico (lurasidona, aripiprazol, brexpiprazol).
- Na população com risco aumentado de AVCs (i.e, AVCs prévios, tabagismo, diabetes melito, etc.), fazer controle de fatores de risco e, se, julgar necessário, solicitar consulta com neurologista para avaliação de profilaxia primária ou secundária (uso de estatinas, AAS, etc.).
Referência
Conteúdo originalmente publicado em Cordioli AV; Gallois CB; Passos IC. Psicofármacos: consulta rápida. 6. ed. Porto Alegre: Artmed; 2023.
Organizadores
Aristides Volpato Cordioli
Carolina Benedetto Gallois
Ives Cavalcante Passos
Autores
Eduardo Trachtenberg
Deborah Grisolia Fuzina
Everton Silva
Giorgia Lionço Pellini
Giovanni Michele Rech
Pedro Lopes Ritter
Vinicius Martins Costa
Aristides Volpato Cordioli