Psicoterapia nos transtornos alimentares – Terapia cognitivo-comportamental: Exemplo clínico 2 – Abordagem cognitivo-comportamental da distorção de imagem corporal
Terapeuta: Quando você fica checando seu corpo, alguma vez olha para as partes de que gosta?
Paciente: Em geral, olho para minha barriga. Não gosto dela, é muito grande.
Terapeuta: O que você imagina encontrar quando fica apertando sua barriga?
Paciente: Fico checando para ver se ela cresceu!
Terapeuta: E você acha que checando tantas vezes consegue realmente perceber se algo mudou?
Paciente: Ah, sim, depois que eu como, ela fica enorme! Parece que vou explodir!
Terapeuta: Mas a barriga de todas as pessoas fica maior depois da alimentação, e isso não quer dizer que você engordou. E, como conversamos, sempre que fazemos um hiperfoco em algo, por exemplo, sua barriga, temos a impressão de que aquela parte do corpo fica ainda maior. A percepção que você tem fica distorcida, amplificada pelo escrutínio. Alguma vez você se sentiu melhor depois dessas checagens?
Paciente: Não, em geral fico péssima, sempre fico me sentindo mal com meu corpo.
Terapeuta: Então, podemos combinar de você experimentar parar de apertar sua barriga ao longo do dia, em especial após as refeições, para vermos como você se sente?
Paciente: Acho difícil... Mas posso tentar.
Referência
Conteúdo publicado originalmente em: CORDIOLI, A. V.; GREVET, E. H. (Orgs.). Psicoterapias: abordagens atuais. 4. ed. Porto Alegre: Artmed, 2019. 800 p.
Autores
Miriam Garcia Brunstein
Andressa S. Behenck
Júlia Medeiros Huber
Katiúscia Gomes Nunes