Psicoterapia nas fobias específicas – Terapia comportamental de exposição: Exemplo clínico
L. vem à terapia porque tem medo de aranhas há um bom tempo.
Como namora um escalador, tem evitado acompanhá-lo nos fins de semana, pois ele monta acampamentos em lugares inóspitos, onde L. imagina que possa se deparar com aranhas.
Iniciou a psicoterapia motivada e aderiu bem às estratégias de relaxamento para iniciar as exposições.
Com sua terapeuta, criou uma lista de exposições cujo primeiro item seria colocar como proteção de tela em seu celular e em seu computador uma aranha ameaçadora.
Depois de sua habituação, por sugestão sua, comprou uma aranha de plástico e colocou-a na bolsa para que houvesse o fator surpresa quando mexesse nela. Essa etapa foi um pouco mais difícil, e, em virtude disso, a paciente permaneceu mais tempo nela.
Na próxima etapa, estava previsto visitar o zoológico e observar aranhas atrás dos vidros de proteção. Pediu ajuda à mãe para que pudesse suportar, sendo essa tarefa repetida 3 vezes na semana.
A última etapa seria encostar em uma aranha real em um petshop.
Antes de iniciar a tarefa, L. sentiu-se confiante e passou um fim de semana no acampamento. Referiu ter ficado muito ansiosa, mas realizou os diversos tipos de relaxamento que conhecia e conseguiu enfrentar a situação. Deparou-se com uma aranha ao vivo e conseguiu suportar sua ansiedade.
Referência
Conteúdo publicado originalmente em: CORDIOLI, A. V.; GREVET, E. H. (Orgs.). Psicoterapias: abordagens atuais. 4. ed. Porto Alegre: Artmed, 2019. 800 p.
Autores
Aristides Volpato Cordioli
Cristiano Tschiedel Belem da Silva
Ilana Andretta